Arrecadação em março soma R$ 105,65 bilhões e tem alta real de 3,95%

Esse foi quinto mês consecutivo de crescimento real em relação ao mesmo mês do ano anterior; em relação a fevereiro deste ano, houve aumento de 0,42%

A arrecadação de impostos e contribuições federais somou R$ 105 659 bilhões em março, um aumento real (já descontada a inflação) de 3,95% na comparação com o mesmo mês de 2017. Esse foi o quinto mês consecutivo de crescimento real nas receitas em relação ao mesmo mês do ano anterior. Em relação a fevereiro deste ano, houve aumento de 0,42%.

O valor arrecadado foi o melhor desempenho para meses de março desde 2015. O resultado veio dentro do intervalo de expectativas de 18 instituições ouvidas pelo Projeções Broadcast, que ia de R$ 104,600 bilhões a R$ 113,814 bilhões, mas abaixo da mediana de R$ 109,900 bilhões.

Entre janeiro e março deste ano, a arrecadação federal somou R$ 366,401 bilhões, o melhor desempenho para o período também desde 2015. O montante ainda representa avanço de 8,42% na comparação com igual período do ano passado.

A arrecadação de tributos federais em março foi ajudada pelo recolhimento das parcelas do recente programa de refinanciamento de débitos tributários, o Refis, e pelos efeitos ainda existentes da última elevação de PIS/Cofins sobre combustíveis.

Segundo a Receita Federal, os fatores não recorrentes adicionaram R$ 3,335 bilhões aos cofres no mês passado. Só com o Refis, a arrecadação somou R$ 1,074 bilhão, mais que o dobro das receitas obtidas com o programas em março de 2017 (R$ 400 milhões).

A mudança no PIS/Cofins sobre combustíveis, anunciada em julho do ano passado, adicionou outros R$ 2,261 bilhões à arrecadação em março de 2018, 89,62% a mais do que o volume de receitas obtido em igual mês de 2017.

Apesar desses efeitos não recorrentes, a Receita ressaltou que a arrecadação de receitas administradas teve aumento real de 3,87% em março ante igual mês do ano passado. Os técnicos do Fisco têm usado esse dado para demonstrar que a recuperação na arrecadação é consistente.

Desonerações

As desonerações concedidas pelo governo resultaram em uma renúncia fiscal de R$ 21,636 bilhões entre janeiro e março deste ano, valor maior do que em igual período do ano passado, quando ficou em R$ 21,106 bilhões.

Apenas no mês de março, as desonerações totalizaram R$ 6,908 bilhões, pouco abaixo do que em março do ano passado (R$ 7,035 bilhões).

Só a desoneração da folha de pagamentos custou aos cofres federais R$ 1,071 bilhão em março e R$ 3,389 bilhões no acumulado do ano. O projeto de lei para a reoneração da folha de pagamento para 50 setores da economia, apresentado pelo governo em setembro do ano passado, sequer teve relatório apresentado até agora na Câmara dos Deputados.

Obrigado por ler a EXAME! Que tal se tornar assinante?


Tenha acesso ilimitado ao melhor conteúdo de seu dia. Em poucos minutos, você cria sua conta e continua lendo esta matéria. Vamos lá?


Falta pouco para você liberar seu acesso.

exame digital

R$ 12,90/mês
  • Acesse onde e quando quiser.

  • Acesso ilimitado a conteúdos exclusivos sobre macroeconomia, mercados, carreira, empreendedorismo, tecnologia e finanças.
Assine

exame digital + impressa

R$ 29,90/mês
  • Acesse onde e quando quiser

  • Acesso ilimitado a conteúdos exclusivos sobre macroeconomia, mercados, carreira, empreendedorismo, tecnologia e finanças.

  • Edição impressa mensal.

  • Frete grátis
Assine

Já é assinante? Entre aqui.