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11 países assinam novo acordo do TPP, após saída de Trump

ÀS SETE - 11 países restantes no Tratado Trans-Pacífico assinam uma reformulação do acordo comercial, em uma cerimônia com cara de protesto contra Trump

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TPP: A saída dos EUA representou um revés para o acordo, que inicialmente envolvia a facilitação de trocas com nações que representavam 40% da economia global

TPP: A saída dos EUA representou um revés para o acordo, que inicialmente envolvia a facilitação de trocas com nações que representavam 40% da economia global

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Redação Exame

Publicado em 8 de março de 2018, 06h10.

Última atualização em 8 de março de 2018, 18h17.

Os 11 países restantes no Tratado Trans-Pacífico (TPP) assinam hoje no Chile uma reformulação do acordo comercial, em uma cerimônia com cara de protesto contra as políticas econômicas recentes do governo de Donald Trump.

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Depois que Trump retirou os Estados Unidos do acordo em janeiro do ano passado, Austrália, Brunei, Canadá, Chile, Japão, Malásia, México, Nova Zelândia, Peru, Singapura e Vietnã ajustaram as pontas e agora assinam uma nova parceria, renomeada como Acordo Progressivo e Compreensivo Tratado Trans-Pacífico (TPP11).

A saída dos Estados Unidos representou um revés para o acordo, que inicialmente envolvia a facilitação de trocas com nações que representavam 40% da economia global. Sem os americanos, a parcela cai para 13,5%.

Mas a debandada americana permitiu que cerca de 20 exigências fossem revistas, modificadas e até suspensas, principalmente em questões de propriedade intelectual — uma exigência dos negociadores americanos.

“O TPP11 irá estabelecer um novo padrão para outros acordos de integração econômica regional e até para futuras negociações na Organização Mundial do Comércio (OMC) e na Apec (Cooperação Econômica da Ásia do Pacífico)”, disse a jornalistas Heraldo Muñoz, ministro de Relações Exteriores do Chile, que será o anfitrião da assinatura de hoje.

O grupo de 11 membros representa um mercado de 500 milhões de pessoas — maior do que o bloco econômico europeu — e ajudará principalmente na integração entre países asiáticos, além dos três latino-americanos signatários.

Até mesmo o Reino Unido, bem longe do Oceano Pacífico, conversou nos bastidores sobre entrar para o grupo, a fim de aumentar as trocas com a saída da União Europeia.

Vindo na mesma semana em que Trump impôs sobretaxas à importação de aço e alumínio nos Estados Unidos e que a Europa ameaça revidar na mesma moeda, a esperança, entre signatários, OMC e economistas, é que o TPP11 seja um símbolo de colaboração e de participação no livre mercado. Os 11 signatários inclusive reiteram que as portas estão abertas, caso os Estados Unidos queiram voltar.

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