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As diferentes visões de brasileiros e britânicos sobre IA na Educação

Nada trouxe mais transformações para a Educação do que a chegada da Inteligência Artificial Generativa (IA Gen). Será que estamos preparados?

Inteligência artificial: como usar na escola? (Leandro Fonseca/Exame)
Luciana Allan

Colunista

Publicado em 18 de junho de 2024 às 15h22.

Última atualização em 21 de junho de 2024 às 22h15.

Qual a relação entre geladeira, televisão e micro-ondas? Cada um a seu tempo, foram inovações potencialmente revolucionárias do modo de vida e alvo de muita desconfiança. Sim, um dia já fizeram previsões sombrias para quem consumisse alimentos gelados ou aquela lasanha aquecida no micro.

Não poderia ser diferente com algo tão transformador do modo como aprendemos e ensinamos. A estrutura das salas de aula nas escolas passou por diversas evoluções, desde que o quadro negro e o giz foram suplantados por equipamentos didáticos audiovisuais. Na última década, projetor, tela, caixas de som e computador se tornaram companheiros frequentes de professores.

No entanto, nada causou alvoroço maior que a Inteligência Artificial.

Os impactos éticos e sociais desta tecnologia na vida de estudantes e professores é tremenda. Sam Altman, CEO da empresa Open AI, desenvolvedora do ChatGPT, escreveu em seu manifesto Lei de Moore para Tudo, de 2021 que inteligências artificiais docentes substituirão professores universitários com altos salários. Será mesmo?

A tecnologia generativa e o aprendizado de máquina podem fazer muito mais que escrever um texto ou buscar dados em velocidades surpreendentes. Elas vão analisar informações de diversas fontes e alterar a velocidade de estudo dos alunos de forma individualizada, bem como detectar se determinada dinâmica tem surtido efeito positivo ou desengajado em uma turma.

Acredito que, ao mesmo tempo em que a IA – quando usada conscientemente – serve como ferramenta para expansão das fronteiras do aprendizado tradicional e para promoção da criatividade, do pensamento crítico e das habilidades de resolução de problemas, o desconhecimento sobre em quais tarefas ela realmente é efetiva e a falta de regulamentação, torna sua adoção um desafio para o qual não tenho certeza se nós, profissionais da Educação brasileira, estamos preparados.

Incógnitas Pedagógicas relativas ao uso de IA

Na pesquisa Amiga ou inimiga? Atitudes dos professores em relação à inteligência artificial, feita pelo Trinity College London, em 2024, o professor David Weller, Líder de Competências Digitais na Universidade de Exeter, na Inglaterra, afirmou que IA poderia ser mais uma ferramenta aliada, entre outras. Contudo a maioria dos professores não a percebe dessa forma.

"A IA provavelmente forçará mais mudanças do que as ferramentas anteriores porque os professores perceberão rapidamente a futilidade de definir certas tarefas ou se concentrar na apresentação de conceitos. Assim como a calculadora tornou obsoleto o dever de casa para aritmética simples, os professores terão que inventar maneiras mais interessantes de definir as estratégias de ensino e os recursos pedagógicos atrelados que não dependam de habilidades de ordem inferior, como memorização e regurgitação de fatos”, diz ele.

Um debate acalorado acontece atualmente no estado de São Paulo. O governo estadual planeja usar IA Gen para produzir material digital para os alunos do 9º ano do ensino fundamental II e Ensino Médio.

Especialistas criticam o projeto. A pedagoga Sofia Lisboa, da Unicamp, vê nele uma armadilha: “É mais uma maneira de desvalorizar material e, simbolicamente, os profissionais da educação, além de comprometer a qualidade do material”.

Acredito ser crucial pausar e ouvir aqueles que estão na linha de frente da educação em relação ao papel da Inteligência Artificial (IA).

Em janeiro deste ano, estive na Bett Show UK, como integrante da comitiva brasileira, conforme contei aqui. Trouxe na bagagem os resultados de uma pesquisa com uma visão dos professores de lá sobre o avanço da IA.

No Reino Unido, o impacto da tecnologia era negativa: o medo de perder o emprego estava bastante presente – 64% dos britânicos acreditava que perderia o emprego para uma máquina. Talvez por isso, 67% dos respondentes era contra o uso de IA pelos alunos, apesar de acharem ser impossível deter esse comportamento.

Curiosa a respeito de como os profissionais brasileiros se sentiam em relação a esses temas, propus à equipe do Instituto Crescer (IC), organização da qual sou diretora, que repetíssemos, em abril, aos participantes da Bett Show Brasil as mesmas perguntas feitas aos britânicos.

Guardadas todas as devidas diferenças culturais, econômicas, educacionais e de Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) – o do Brasil é atualmente 0,759; enquanto do Reino Unido é 0,849, o 26º mais alto do mundo – haveria comparação possível?

Exatamente o que docentes brasileiros questionam em relação ao uso da IA?

Durante os dias 23 e 26 de abril, foi aplicado um questionário com 14 perguntas a 233 pessoas, que participavam da edição brasileira da feira. O perfil demográfico dos respondentes é o seguinte:

Ressalvo que se trata de um retrato pontual, feito com pessoas que se dispuseram a responder a pesquisa, em um recorte sem estudo estatístico de representatividade. Isso posto, ficou nítido o otimismo do público brasileiro – 97% dos respondentes acreditam que a profissão de professor não desaparecerá, mesmo com o avanço da IA, frente a 70% dos britânicos.

Pela minha experiência com os profissionais de educação daqui e levando em consideração a cultura mais afetiva do latino-americano em relação ao anglo-saxão, imagino que respondentes brasileiros não achem que serão substituídos, porque ainda acreditam que o relacionamento estabelecido entre estudante e docente é forte e muito importante na aprendizagem. Essa conexão emocional a máquina não consegue prover.

Sabe-se que o brasileiro é um povo interessado em tecnologias digitais – 60% da população se interessa por temas de ciência e tecnologia de acordo com pesquisa da C&T –, grandes adeptos de mídias sociais – somos a quinta maior base de usuários no mundo, segundo a Statista – e ávidos por novidades. Assim, é coerente que 82,7% dos entrevistados daqui defenda que a IA seja usada no processo de aprendizagem dos alunos. Já no Reino Unido, 13ª maior base de usuários de redes sociais, apenas 33% defende o mesmo tipo de uso para IA.

Intersecção de visões

Um ponto de convergência observado é o desejo de que o uso de IA em educação seja regulado.

Posso afirmar que, no Brasil, essa disposição reflita aspectos práticos de uso como: para que pode usar e para o que não pode; com qual finalidade? A partir de então, qual tipo de estratégia será utilizada para avaliação? Como fica o trabalho do professor – o que é considerado tempo de planejamento de aula, que tipo de entrega ele pode fazer?

Existem novas regras que precisam ser estabelecidas com a entrada não só dessa tecnologia, mas também a partir da pandemia de Covid-19, quando ambientes online passaram a ser utilizados. Como professores, que também atuam na educação remota, têm as horas de trabalho computadas?

Coincidentemente, quando a Bett Show Brasil começava, a Comissão Temporária sobre Inteligência Artificial (CTIA) do Senado divulgava sua proposta de revisão do Projeto de Lei 2338/2023, para constituir o “Marco Regulatório da IA no Brasil”. O relatório preliminar já inclui o conceito de IA Generativa, cria sistemas de fiscalização, lista proibições, mecanismos de autorregulação e critérios de usos mais relacionados à produção tecnológica. Depois, vem a aplicação nas diferentes frentes de trabalho – saúde, educação, economia, cultura etc.

A regulamentação na educação cabe ao MEC – Ministério da Educação, que hoje tem o olhar voltado para a questão estrutural da conectividade e da construção da Política Nacional de Educação Digital. Idealmente, a preocupação com acessibilidade e transformação curricular deveriam caminhar juntas com a instituição das regras de uso da tecnologia.

Particularidades nacionais

A IA é mais uma tecnologia que vem mexer com as práticas de ensino e aprendizagem. Em nosso país, em geral, as estratégias de ensino ainda são rudimentares, atendem a um outro momento de mundo. Continua a ser comum que tenhamos um ensino livresco, preocupado em transmitir o conteúdo como está no material didático, por meio da expressão única do professor. Os exercícios propostos são fechados em sala de aula.

É difícil para todo mundo mudar o mindset, pensar de outra forma e sair da zona de conforto. É mais simples reproduzir o que já se faz há 30 anos. Isso sem falar da desigualdade de acesso à conexão de Internet, que vem sendo endereçada pelo programa Escolas Conectadas (sobre o qual falei aqui ).

Mas, o tempo urge! Sabemos que os estudantes que estão conosco hoje em sala de aula aprendem de uma forma diferente e inquietos, nos obrigam a promover outras estratégias de ensino. Também temos claro que o mercado de trabalho tem processos, regras e necessidades que mudam quase que diariamente, obrigando a nós e a todos que dele fazem parte de se reinventar e ser resiliente a cada dia.

A IA Gen é somente a ponta de um novo iceberg que irá transformar o mercado de trabalho, a nossa rotina, as relações, interações e interconexões com pessoas e artefatos, de uma forma como nunca vimos antes. E, na Educação, não será diferente! Se você é um profissional da área e tem clareza deste desafio a hora de se reinventar é agora! O desafio é coletivo, mas o caminho para a mudança é individual e depende de cada um.

Para não dizer que somente gero a angústia, mas não trago caminhos, compartilho alguns materiais que podem ser o ponto de partida para um processo de revisão da prática docente. São recursos produzidos por colegas de profissão que, à frente do seu tempo, já estão desbravando novos caminhos e enxergando novos horizontes. Aprenda com eles:

É responsabilidade de todos repensar a educação, de forma que ela venha a fazer mais sentido para os estudantes, seja mais inclusiva e eficaz. Integrar a IA de forma harmoniosa na aprendizagem é preparar alunos e alunas para um futuro em que a tecnologia e a criatividade humana convergem.

*Luciana Allané Doutora em Educação pela USP e diretora técnica do Instituto Crescer, onde há mais de 20 anos lidera projetos nacionais e internacionais na área de educação.

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Qual a relação entre geladeira, televisão e micro-ondas? Cada um a seu tempo, foram inovações potencialmente revolucionárias do modo de vida e alvo de muita desconfiança. Sim, um dia já fizeram previsões sombrias para quem consumisse alimentos gelados ou aquela lasanha aquecida no micro.

Não poderia ser diferente com algo tão transformador do modo como aprendemos e ensinamos. A estrutura das salas de aula nas escolas passou por diversas evoluções, desde que o quadro negro e o giz foram suplantados por equipamentos didáticos audiovisuais. Na última década, projetor, tela, caixas de som e computador se tornaram companheiros frequentes de professores.

No entanto, nada causou alvoroço maior que a Inteligência Artificial.

Os impactos éticos e sociais desta tecnologia na vida de estudantes e professores é tremenda. Sam Altman, CEO da empresa Open AI, desenvolvedora do ChatGPT, escreveu em seu manifesto Lei de Moore para Tudo, de 2021 que inteligências artificiais docentes substituirão professores universitários com altos salários. Será mesmo?

A tecnologia generativa e o aprendizado de máquina podem fazer muito mais que escrever um texto ou buscar dados em velocidades surpreendentes. Elas vão analisar informações de diversas fontes e alterar a velocidade de estudo dos alunos de forma individualizada, bem como detectar se determinada dinâmica tem surtido efeito positivo ou desengajado em uma turma.

Acredito que, ao mesmo tempo em que a IA – quando usada conscientemente – serve como ferramenta para expansão das fronteiras do aprendizado tradicional e para promoção da criatividade, do pensamento crítico e das habilidades de resolução de problemas, o desconhecimento sobre em quais tarefas ela realmente é efetiva e a falta de regulamentação, torna sua adoção um desafio para o qual não tenho certeza se nós, profissionais da Educação brasileira, estamos preparados.

Incógnitas Pedagógicas relativas ao uso de IA

Na pesquisa Amiga ou inimiga? Atitudes dos professores em relação à inteligência artificial, feita pelo Trinity College London, em 2024, o professor David Weller, Líder de Competências Digitais na Universidade de Exeter, na Inglaterra, afirmou que IA poderia ser mais uma ferramenta aliada, entre outras. Contudo a maioria dos professores não a percebe dessa forma.

"A IA provavelmente forçará mais mudanças do que as ferramentas anteriores porque os professores perceberão rapidamente a futilidade de definir certas tarefas ou se concentrar na apresentação de conceitos. Assim como a calculadora tornou obsoleto o dever de casa para aritmética simples, os professores terão que inventar maneiras mais interessantes de definir as estratégias de ensino e os recursos pedagógicos atrelados que não dependam de habilidades de ordem inferior, como memorização e regurgitação de fatos”, diz ele.

Um debate acalorado acontece atualmente no estado de São Paulo. O governo estadual planeja usar IA Gen para produzir material digital para os alunos do 9º ano do ensino fundamental II e Ensino Médio.

Especialistas criticam o projeto. A pedagoga Sofia Lisboa, da Unicamp, vê nele uma armadilha: “É mais uma maneira de desvalorizar material e, simbolicamente, os profissionais da educação, além de comprometer a qualidade do material”.

Acredito ser crucial pausar e ouvir aqueles que estão na linha de frente da educação em relação ao papel da Inteligência Artificial (IA).

Em janeiro deste ano, estive na Bett Show UK, como integrante da comitiva brasileira, conforme contei aqui. Trouxe na bagagem os resultados de uma pesquisa com uma visão dos professores de lá sobre o avanço da IA.

No Reino Unido, o impacto da tecnologia era negativa: o medo de perder o emprego estava bastante presente – 64% dos britânicos acreditava que perderia o emprego para uma máquina. Talvez por isso, 67% dos respondentes era contra o uso de IA pelos alunos, apesar de acharem ser impossível deter esse comportamento.

Curiosa a respeito de como os profissionais brasileiros se sentiam em relação a esses temas, propus à equipe do Instituto Crescer (IC), organização da qual sou diretora, que repetíssemos, em abril, aos participantes da Bett Show Brasil as mesmas perguntas feitas aos britânicos.

Guardadas todas as devidas diferenças culturais, econômicas, educacionais e de Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) – o do Brasil é atualmente 0,759; enquanto do Reino Unido é 0,849, o 26º mais alto do mundo – haveria comparação possível?

Exatamente o que docentes brasileiros questionam em relação ao uso da IA?

Durante os dias 23 e 26 de abril, foi aplicado um questionário com 14 perguntas a 233 pessoas, que participavam da edição brasileira da feira. O perfil demográfico dos respondentes é o seguinte:

Ressalvo que se trata de um retrato pontual, feito com pessoas que se dispuseram a responder a pesquisa, em um recorte sem estudo estatístico de representatividade. Isso posto, ficou nítido o otimismo do público brasileiro – 97% dos respondentes acreditam que a profissão de professor não desaparecerá, mesmo com o avanço da IA, frente a 70% dos britânicos.

Pela minha experiência com os profissionais de educação daqui e levando em consideração a cultura mais afetiva do latino-americano em relação ao anglo-saxão, imagino que respondentes brasileiros não achem que serão substituídos, porque ainda acreditam que o relacionamento estabelecido entre estudante e docente é forte e muito importante na aprendizagem. Essa conexão emocional a máquina não consegue prover.

Sabe-se que o brasileiro é um povo interessado em tecnologias digitais – 60% da população se interessa por temas de ciência e tecnologia de acordo com pesquisa da C&T –, grandes adeptos de mídias sociais – somos a quinta maior base de usuários no mundo, segundo a Statista – e ávidos por novidades. Assim, é coerente que 82,7% dos entrevistados daqui defenda que a IA seja usada no processo de aprendizagem dos alunos. Já no Reino Unido, 13ª maior base de usuários de redes sociais, apenas 33% defende o mesmo tipo de uso para IA.

Intersecção de visões

Um ponto de convergência observado é o desejo de que o uso de IA em educação seja regulado.

Posso afirmar que, no Brasil, essa disposição reflita aspectos práticos de uso como: para que pode usar e para o que não pode; com qual finalidade? A partir de então, qual tipo de estratégia será utilizada para avaliação? Como fica o trabalho do professor – o que é considerado tempo de planejamento de aula, que tipo de entrega ele pode fazer?

Existem novas regras que precisam ser estabelecidas com a entrada não só dessa tecnologia, mas também a partir da pandemia de Covid-19, quando ambientes online passaram a ser utilizados. Como professores, que também atuam na educação remota, têm as horas de trabalho computadas?

Coincidentemente, quando a Bett Show Brasil começava, a Comissão Temporária sobre Inteligência Artificial (CTIA) do Senado divulgava sua proposta de revisão do Projeto de Lei 2338/2023, para constituir o “Marco Regulatório da IA no Brasil”. O relatório preliminar já inclui o conceito de IA Generativa, cria sistemas de fiscalização, lista proibições, mecanismos de autorregulação e critérios de usos mais relacionados à produção tecnológica. Depois, vem a aplicação nas diferentes frentes de trabalho – saúde, educação, economia, cultura etc.

A regulamentação na educação cabe ao MEC – Ministério da Educação, que hoje tem o olhar voltado para a questão estrutural da conectividade e da construção da Política Nacional de Educação Digital. Idealmente, a preocupação com acessibilidade e transformação curricular deveriam caminhar juntas com a instituição das regras de uso da tecnologia.

Particularidades nacionais

A IA é mais uma tecnologia que vem mexer com as práticas de ensino e aprendizagem. Em nosso país, em geral, as estratégias de ensino ainda são rudimentares, atendem a um outro momento de mundo. Continua a ser comum que tenhamos um ensino livresco, preocupado em transmitir o conteúdo como está no material didático, por meio da expressão única do professor. Os exercícios propostos são fechados em sala de aula.

É difícil para todo mundo mudar o mindset, pensar de outra forma e sair da zona de conforto. É mais simples reproduzir o que já se faz há 30 anos. Isso sem falar da desigualdade de acesso à conexão de Internet, que vem sendo endereçada pelo programa Escolas Conectadas (sobre o qual falei aqui ).

Mas, o tempo urge! Sabemos que os estudantes que estão conosco hoje em sala de aula aprendem de uma forma diferente e inquietos, nos obrigam a promover outras estratégias de ensino. Também temos claro que o mercado de trabalho tem processos, regras e necessidades que mudam quase que diariamente, obrigando a nós e a todos que dele fazem parte de se reinventar e ser resiliente a cada dia.

A IA Gen é somente a ponta de um novo iceberg que irá transformar o mercado de trabalho, a nossa rotina, as relações, interações e interconexões com pessoas e artefatos, de uma forma como nunca vimos antes. E, na Educação, não será diferente! Se você é um profissional da área e tem clareza deste desafio a hora de se reinventar é agora! O desafio é coletivo, mas o caminho para a mudança é individual e depende de cada um.

Para não dizer que somente gero a angústia, mas não trago caminhos, compartilho alguns materiais que podem ser o ponto de partida para um processo de revisão da prática docente. São recursos produzidos por colegas de profissão que, à frente do seu tempo, já estão desbravando novos caminhos e enxergando novos horizontes. Aprenda com eles:

É responsabilidade de todos repensar a educação, de forma que ela venha a fazer mais sentido para os estudantes, seja mais inclusiva e eficaz. Integrar a IA de forma harmoniosa na aprendizagem é preparar alunos e alunas para um futuro em que a tecnologia e a criatividade humana convergem.

*Luciana Allané Doutora em Educação pela USP e diretora técnica do Instituto Crescer, onde há mais de 20 anos lidera projetos nacionais e internacionais na área de educação.

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