Youtuber sofre AVC aos 32 anos: por que os casos da doença crescem entre os jovens?

Estilo de vida menos saudável e avanço da medicina diagnóstica são alguns dos fatores apontados por especialistas
Felipe Noronha: youtuber de 32 anos sofreu diagnóstico de acidente vascular cerebral (YouTube/Reprodução)
Felipe Noronha: youtuber de 32 anos sofreu diagnóstico de acidente vascular cerebral (YouTube/Reprodução)
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Agência O GloboPublicado em 08/06/2022 às 07:00.

O diagnóstico de acidente vascular cerebral (AVC) no youtuber Felipe Noronha, de 32 anos, levantou a discussão: por que a condição afeta cada vez mais jovens?

Dados do DataSUS mostram que entre 2011 e 2021, o número de mortes por AVC em pessoas com menos de 50 anos aumentou 17,90% no Brasil, passando de 18.919 óbitos para 22.305. Até abril deste ano, 7.515 pessoas nesta faixa etária já perderam suas vidas em decorrência de um AVC.

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Especialistas apontam dois principais fatores para o aumento de casos desse problema em pessoas cada vez mais jovens. O primeiro é o estilo de vida menos saudável. O sedentarismo e a má alimentação são uma realidade na vida dos jovens adultos. Tanto que a obesidade, o diabetes e a hipertensão também estão mais frequentes — doenças que estão diretamente relacionadas aos acidentes vasculares cerebrais.

O outro aspecto levantado por especialistas são os avanços da medicina nos últimos anos, o que possibilitou um diagnóstico mais rápido e conclusivo. A ressonância magnética, por exemplo, foi um grande passo na visualização de AVCs pequenos que poderiam passar despercebidos há algumas décadas.

Existem alguns fatores de risco para o AVC em jovens. O sexo, por exemplo, é um deles: a incidência é maior nos homens. Além disso, tabagismo, excesso de álcool, uso de drogas, estresse, colesterol elevado, doenças cardíacas congênitas e apneia do sono também são pontos que podem favorecer o acontecimento de um AVC durante a juventude.

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O que é o AVC?

O Acidente Vascular Cerebral (AVC) acontece quando vasos que levam sangue ao cérebro entopem ou se rompem, provocando a paralisia da área cerebral que ficou sem circulação sanguínea. Segundo o Ministério da Saúde, é uma doença que acomete mais os homens e é uma das principais causas de morte, incapacitação e internações em todo o mundo.

As chances de recuperação são maiores quando o diagnóstico e o tratamento são feitos rapidamente. Por isso, é importante ficar atento aos sintomas do AVC:

  • Fraqueza ou formigamento na face, no braço ou na perna, especialmente em um lado do corpo;
  • Confusão mental;
  • Alteração da fala ou compreensão;
  • Alteração na visão (em um ou ambos os olhos);
  • Alteração do equilíbrio, coordenação, tontura ou alteração no andar;
  • Dor de cabeça súbita, intensa, sem causa aparente.

No caso do youtuber Felipe Noronha contou que teve sudorese intensa enquanto estava em repouso, falta de apetite, falha na voz e dormência no corpo. Diante desses sinais, que começaram no dia 24 de maio, ele procurou um hospital e foi internado. A alta ocorreu no dia 2 de junho. Ele segue com o tratamento em casa.

Existem dois tipos de AVC: o isquêmico e o hemorrágico.

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O AVC isquêmico ocorre quando há obstrução de uma artéria, impedindo a passagem de oxigênio para células cerebrais, que acabam morrendo. Essa obstrução pode acontecer devido a um trombo (trombose) ou a um êmbolo (embolia). Segundo o Ministério da Saúde, o AVC isquêmico é o mais comum e representa 85% de todos os casos.

Já o AVC hemorrágico ocorre quando há rompimento de um vaso cerebral, provocando hemorragia. Esta hemorragia pode acontecer dentro do tecido cerebral ou na superfície entre o cérebro e a meninge. É responsável por 15% de todos os casos de AVC, mas pode causar a morte com mais frequência do que o AVC isquêmico.

O tratamento do AVC normalmente é feito com o uso de trombolítico. No entanto, a dosagem deve ser recomendada pelo médico que estiver acompanhando o caso.

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