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Mulher pode ser segunda paciente curada de HIV sem o uso de medicação

Apesar de extremamente raro, o caso traz esperanças de que algum dia seja possível curar mais pacientes do vírus da imunodeficiência humana

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 (KATERYNA KON/SCIENCE PHOTO LIBRARY/Getty Images)

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Laura Pancini

Publicado em 16 de novembro de 2021 às, 08h47.

Última atualização em 16 de novembro de 2021 às, 09h10.

Um grupo de pesquisadores internacionais afirma ter encontrado a segunda paciente do mundo que aparenta ter sido curada da infecção por HIV, sem qualquer tipo de tratamento antiviral ou transplante de medula óssea.

Apesar de extremamente raro, o caso traz esperanças de que algum dia seja possível curar mais pacientes do vírus da imunodeficiência humana.

Publicado no periódico científico Annals of Internal Medicine, o estudo relata o caso da "paciente Esperanza", apelido dado para mantê-la sob anonimato.

O único outro registro de alguém que aparenta ter erradicado completamente o vírus da HIV foi uma mulher de 67 anos chamada Loreen Willenberg.

Ambas são conhecidas como "controladoras de elite", um grupo extremamente raro mas que pode ser chave para a cura da doença. Desde o início da epidemia global de aids, 76 milhões de pessoas foram infectadas com o HIV e 38 milhões de pessoas vivem atualmente com o vírus.

De forma geral, os controladores de elite aparentam ter um sistema imunológico que consegue manter o HIV sob controle sem tratamento — mas não necessariamente são curados da doença por completo, como é o caso de Willenberg e Esperanza.

A mesma equipe de pesquisadores do caso Esperanza publicou um artigo sobre Willenberg em agosto de 2020 na prestigiada revista científica Nature. Em ambos os casos, eles não conseguiram encontrar nenhum traço do vírus em mais de 1 bilhão de células sanguíneas retiradas de cada paciente.

Porém, ainda há muito a descobrir. O grupo acredita que existem mais pessoas curadas naturalmente, mas que "não sabem da sua sorte".

O mais importante é descobrir como o sistema imunológico faz isso acontecer. Os pesquisadores acreditam que "uma combinação de diferentes mecanismos imunológicos" pode ter contribuído, de acordo com informações do CNN Health

Atualmente, muitos pesquisadores trabalham em estratégias, como vacinas, para ajudar pessoas infectadas com base no que já foi aprendido.

“Os exemplos desses dois casos realmente sugerem que nossos esforços atuais para encontrar uma cura para a infecção pelo HIV não são ilusórios”, disse Xu Yu, autor do estudo, ao site de notícias Gizmodo. “Se aprendermos como funciona a imunidade natural ao vírus, seremos capazes de fazer isso.”

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