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Humanos chegaram à América do Norte 7.000 anos antes do que estimado

Pegadas fósseis encontradas no Novo México indicam que pessoas ocuparam partes do sul do continente durante o pico do último período glacial

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Pegadas fósseis identificadas no Parque Nacional White Sands, em Novo México (Sally Reynolds/Insider/Reprodução)

Pegadas fósseis identificadas no Parque Nacional White Sands, em Novo México (Sally Reynolds/Insider/Reprodução)

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Laura Pancini

Publicado em 24 de setembro de 2021 às, 13h15.

Última atualização em 24 de setembro de 2021 às, 13h23.

Um novo estudo, publicado na revista científica Science, trouxe evidências definitivas de que os humanos estiveram na América do Norte 7.000 anos antes do que o estimado por pesquisadores.

Pegadas fósseis encontradas em um lago no Parque Nacional White Sands do Novo México indicam que os humanos ocuparam partes do sul do continente durante o pico do último período glacial, cerca de 23.000 anos atrás.

A teoria aceita pela comunidade científica anteriormente era de que as primeiras pessoas a ocupar a América do Norte cruzaram uma ponte de terra que existia entre a Sibéria moderna e o Alasca durante a última era do gelo, entre 26.500 e 19.000 anos atrás.

Era impossível chegar ao sul por conta dos mantos de gelo que cobriam o Canadá, acreditavam os arqueólogos. A migração em direção à América do Sul só teria acontecido entre 16.000 e 13.500 anos atrás, após o derretemento das geleiras.

Porém, a nova descoberta "definitivamente coloca os humanos na América do Norte em um momento em que as cortinas do manto de gelo estavam firmemente fechadas", disse Sally Reynolds, paleoecologista da Bournemouth University na Inglaterra e coautora do novo estudo, à Insider.

Reynolds acredita que os humanos migraram para o sul em ondas, sendo uma delas antes da última era glacial. Eles podem ter navegado pela costa do Pacífico, disse Reynolds, e mais pessoas devem ter aparecido depois que o gelo recuou.

A equipe de Reynolds encontrou 60 pegadas humanas entre 21.000 e 23.000 anos. A maioria pertencia a adolescentes e crianças, indicando que os jovens brincavam na área enquanto os adultos caçavam.

As pegadas são agora as mais antigas das Américas, substituindo uma pegada de 15.600 anos encontrada no Chile há uma década.

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