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Companhia japonesa quer colocar primeiro módulo de pouso privado na Lua

O módulo pousaria na Lua por volta de abril de 2023, na face visível do satélite natural, na cratera Atlas, segundo um comunicado da companhia

A SpaceX tem previsão de lançar um foguete Falcon 9 às 03h39 (05h39 em Brasília) de quarta-feira (30) da base de Cabo Canaveral, no estado de Flórida (AFP/AFP Photo)

A SpaceX tem previsão de lançar um foguete Falcon 9 às 03h39 (05h39 em Brasília) de quarta-feira (30) da base de Cabo Canaveral, no estado de Flórida (AFP/AFP Photo)

A
AFP

29 de novembro de 2022, 21h16

A companhia SpaceX, do bilionário Elon Musk, pretende lançar para a Lua, nesta quarta-feira, 30, o primeiro módulo de alunissagem de caráter privado e japonês.

Está previsto que um foguete Falcon 9 decole às 3h39 (5h39 em Brasília) da base de Cabo Canaveral, no estado da Flórida, no sudeste dos Estados Unidos, com uma data alternativa no caso de imprevistos para a quinta-feira.

Até agora, apenas Estados Unidos, Rússia e China conseguiram colocar um robô na superfície lunar.

A missão foi planejada pela empresa japonesa ispace e é a primeira de um programa batizado Hakuto-R.

O módulo pousaria na Lua por volta de abril de 2023, na face visível do satélite natural, na cratera Atlas, segundo um comunicado da companhia.

Com pouco mais de 2 por 2,5 metros de tamanho, o módulo transporta um veículo tipo rover de 10 quilos chamado Rashid e construído pelos Emirados Árabes Unidos.

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O país do Golfo Pérsico é rico em petróleo e um recém-chegado à corrida espacial, mas conta com sucessos recentes. Entre eles está uma sonda enviada a Marte em 2020. Se for bem-sucedido, Rashid será a primeira missão à Lua do mundo árabe.

"Conseguimos muito nos seis curtos anos desde que começamos a conceitualizar este projeto pela primeira vez em 2016", disse o diretor-executivo do ispace, Takeshi Hakamada.

Hakuto foi um dos cinco finalistas na competição internacional Google Lunar XPrize, um desafio lançado com o objetivo de pousar um objeto explorador na Lua antes da data-limite em 2018, que terminou sem um ganhador. Mas alguns desses projetos ainda estão em curso.

Outro finalista, da organização israelense SpaceIL, fracassou em abril de 2019 ao tentar se transformar na primeira missão com fundos privados a conseguir essa façanha, depois de se chocar contra a superfície lunar enquanto tentava alunissar.

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