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Sem mais do mesmo

Os presidentes querem, mas não encontram, executivos de RH que entendam do negócio, e não meros prestadores de serviços

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Anna Chaia, presidente da L’Occitane: oito meses para encontrar um gestor de RH (VOCÊ S/A)

Anna Chaia, presidente da L’Occitane: oito meses para encontrar um gestor de RH (VOCÊ S/A)

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Tatiana Sendin

Publicado em 5 de abril de 2013 às, 17h44.

São Paulo - Atualmente a vaga mais difícil de ser preenchida pelas empresas é a de executivo de recursos humanos, afirmam os headhunters das principais consultorias de recrutamento do país, em entrevista à reportagem da VOCÊ RH, revista-irmã da VOCÊ S/A, dirigida aos gestores de RH.

O tempo médio de espera é de três a quatro meses, o dobro do gasto para fechar outras posições. Espera-se que o responsável pela gestão de pessoas fale de igual para igual com outros diretores, use métricas para definir e monitorar os programas que desenvolve e tenha visão de negócios.

E que não seja apenas um especialista em direito trabalhista nem em recrutamento e seleção. “Os presidentes estão exigindo um outro comportamento do RH”, diz Marcelo Paolucci, gerente da consultoria Hays. 

Nos últimos 12 meses, a Michael Page, consultoria de recrutamento e seleção, recebeu quatro demandas por RHs. As exigências faziam referência às habilidades acima.

Na 2Get, outra consultoria, foram quatro pedidos em nove meses. Entre os requisitantes estavam os presidentes das companhias de aviação Gol e Webjet e do laboratório Dasa. Segundo Paulo Mendes, sócio da 2Get, o pedido explícito dos presidentes foi: “Não quero mais do mesmo”.

Anna Chaia, que comanda no Brasil a multinacional de cosméticos L’Occitane, faz parte dos presidentes que buscavam um profissional de RH generalista e com visão de negócios. 

“Essa noção é fundamental, pois esse profissional passou a ter papel importante na reunião de staff”, diz Anna. Hoje, um comitê executivo discute retenção de talentos, promoção, salário — assuntos essenciais para o negócio por causa do aquecimento do mercado e da expansão das companhias.

“Não somos grandes, mas queremos ser. Precisamos  de alguém para nos mostrar como chegar lá”, completa a executiva. Os presidentes, hoje, esperam que os gestores de pessoas digam, por exemplo, quanto a companhia perderá em desempenho se as pessoas saírem por insatisfação e quanto essa perda vai representar no caixa. É um discurso bem diferente daquele que dizia apenas que as pessoas estão desmotivadas e precisamos fazer algo para reanimá-las.  

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