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Robôs que fazem entrega e privada que conversa: o que os vencedores do Na Prática viram na China

Vencedores do Prêmio Na Prática relatam choque cultural e tecnológico durante imersão em Pequim e outras cidades chinesas

 (Divulgação)

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Publicado em 24 de agosto de 2026 às 15h09.

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Nenhum dos seis vencedores do Prêmio Na Prática Protagonismo Universitário sabia exatamente o que esperar da viagem à China que ganharam como parte da premiação. 

O que encontraram, segundo relatos dos jovens, foi menos uma viagem internacional comum e mais um mergulho em um país que decidiu tratar tecnologia como parte do cotidiano, não como novidade.

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Tecnologia em lugares que ninguém esperava

O choque começou em pequenos detalhes. Emily, estudante de engenharia aeroespacial, contou que vasos sanitários de hotel vinham com luzes de LED e começavam a interagir com quem entrava no banheiro. 

Pedro descreveu como, para pegar papel toalha, bastava aproximar a mão do dispensador, sem precisar puxar nada manualmente.

Em maior escala, o grupo viu robôs humanoides sendo usados como recepcionistas em empresas de tecnologia e robôs de entrega circulando nas ruas, uma cena ainda rara no Brasil. 

Naraiane, do Instituto Tecnológico de Aeronáutica, notou que os humanoides chineses já vêm equipados com sensores táteis nas mãos, permitindo ajustar o tipo de manipulação a cada tarefa. "Eles falavam desse tipo de robô como sendo o próximo smartphone que a gente vai comprar no futuro", contou.

Segundo a estudante, o preço desses robôs também é outra realidade. No Brasil, o humanoide mais barato disponível ainda custa mais que um carro. Na China, a lógica já é inversa, e a tendência é de queda constante de preço.

Uma cultura de negócios baseada em confiança, não em contrato

A visita a uma unidade da Suzano na China rendeu a Hugo uma das aulas mais marcantes da viagem. Segundo ele, negócios na Ásia seguem uma lógica oposta à ocidental: antes de qualquer contrato, é preciso construir confiança pessoal, geralmente em jantares e conversas informais. "Aqui no Ocidente nós fazemos negócios baseados pela lógica, pelos contatos, pela parceria, pelos números. Lá, o topo é a confiança", resumiu.

Emily viveu essa diferença cultural de outra forma, durante reuniões técnicas sobre o setor espacial chinês. Perguntas abertas, comuns na forma brasileira de conversar, simplesmente não funcionavam. Só quando a pergunta era feita de maneira direta e específica é que a resposta esperada aparecia. 

"Eles vão dizer exatamente aquilo que você queria ouvir, eles não tentam fazer rodeio", disse, ao descrever como o aprendizado mudou até a forma como passou a se comunicar depois, inclusive em viagens posteriores aos Estados Unidos e à Europa.

O tamanho do investimento em robótica e inovação

Naraiane também destacou que o avanço chinês em robótica segue metas de política econômica definidas com anos de antecedência, o que ajuda a explicar por que o país consegue escalar tecnologia rapidamente. 

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Durante visitas a incubadoras de startups em Pequim, Pedro descreveu ter tido a sensação de estar em uma realidade paralela à brasileira, ao ouvir números concretos sobre velocidade de crescimento de projetos apoiados por lá.

Gabriela, que cursa medicina, teve um insight de pesquisa durante uma das visitas técnicas do grupo, que mais tarde viraria a base do projeto que a levou a uma parceria com Stanford. Segundo ela, a experiência pareceu antecipar o futuro. "É como se você tivesse de fato no futuro e voltasse pro passado", descreveu.

Comida, idioma e outros choques do dia a dia

Nem tudo na viagem foi sobre tecnologia de ponta. Pedro e Hugo relataram estranhamento (e depois adoração) por cafés da manhã com macarrão e peixe. A prática de dividir pratos em mesas giratórias, em vez de servir individualmente, também chamou atenção de Hugo como reflexo direto da cultura coletiva do país.

O impacto foi forte o suficiente para que Naraiane iniciasse, meses depois, aulas de mandarim, de olho em uma possível pós-graduação na China. Para os seis vencedores, a viagem funcionou menos como prêmio e mais como uma virada de chave sobre o que considerar possível na própria carreira.

O Na Prática convoca todos os estudantes entre 18 e 34 anos para concorrer à esse prêmio

O Na Prática nasceu como uma plataforma educacional criada para impulsionar a carreira de jovens, do estágio à liderança, complementando o ensino universitário com uma formação voltada para o mercado de trabalho.

Pensando nesse propósito, a instituição criou o Prêmio Na Prática Protagonismo Universitário. Com cinco ganhadores, um de cada estado, ele é o primeiro reconhecimento nacional com recorte regional focado exclusivamente em estudantes de alto desempenho prático e acadêmico.

Tudo o que esse jovem ganha ao se tornar um dos 5 melhores universitários do Brasil 

  • Viagem internacional com tudo pago para a China 
  • Curso exclusivo de liderança 
  • Reconhecimento nacional 
  • Selo de excelência EXAME + Na Prática 
  • Rede de contatos com jovens brilhantes 
  • Visibilidade na imprensa e nas redes sociais 

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