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Chegou a vez dos estagiários nas grandes empresas

Os empregadores estão investindo em programas de estágio para desenvolver futuros líderes - aproveite

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Bruno Barbieri, estagiário na Cielo: "Sinto que estou pronto para ingressar de vez no mercado" (Fabiano Accorsi)

Bruno Barbieri, estagiário na Cielo: "Sinto que estou pronto para ingressar de vez no mercado" (Fabiano Accorsi)

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Elisa Tozzi

Publicado em 10 de outubro de 2013 às, 14h00.

São Paulo - Os trainees estão sempre nas vitrines das empresas e acabam ganhando bastante visibilidade. Mas esse não é o único jeito de começar a vida profissional. Os programas de estágio estão sendo cada vez mais valorizados pelas empresas e esses jovens começaram a entrar na mira do RH, que olham para eles como líderes em potencial.

Segundo dados da Cia de Talentos, consultoria especializada em carreira jovem, houve um crescimento de 19% neste ano na procura de profissionais em começo de carreira — inclusive estagiários. Os programas de estágio são bons para as empresas porque os custos de seleção são mais baixos dos que os do processo de trainee.

Além disso, os estagiários são uma mão de obra mais barata. Mas o maior valor do estagiário para a empresa é que o empregador pode treinar, desde cedo, uma mão de obra que será moldada dentro da cultura da organização.

"É um ótimo negócio porque é muito comum encontrar, entre os estagiários, talentos que serão contratados no futuro", diz Sofia Esteves, presidente da cia de Talentos, de São Paulo. No caso dos jovens profissionais, a oportunidade de estagiar também pode ser bastante positiva.

"Não fazer estágios durante a faculdade é como comprar um carro sem fazer o test drive", diz Paulo Pagliaroni, diretor de gente da Falconi, consultoria de gestão, de São Paulo. Por isso que, nos últimos anos da faculdade, é fundamental entrar em contato com o mercado de trabalho tanto para ganhar experiência quanto para perceber se a área de atuação escolhida é realmente a ideal.

"Esse é um dos grandes passos para os jovens, pois eles verão as teorias da universidade colocadas em prática", diz Stella Angerami, especialista em coaching e counseling, de São Paulo. "Mas é preciso tomar cuidado porque a primeira impressão  é a que fica — tanto para os aspectos positivos do mercado, quanto para os negativos."


Crescimento rápido

Para evitar as frustrações dos jovens e identificar de cara os novos talentos, as empresas estão mexendo em seus programas de estágio. A Cielo, operadora de cartões de crédito, de São Paulo, reestruturou recentemente o programa para que ficasse mais completo e desenvolvesse melhor os jovens profissionais.

"Elevamos ao status do programa de trainee", afirma Roberto Dumani, vice-presidente de RH da empresa. Os estagiários da Cielo têm a oportunidade de trabalhar em sua área de formação desde o início e são acompanhados por um mentor — alguém com quem o estagiário pode tirar dúvidas de trabalho e discutir os rumos de sua carreira.

A meta da Cielo é contratar o maior número de estagiários para ocupar cargos de especialistas. Bruno Chiuratto Barbieri, de 20 anos, espera ser um desses quando o seu estágio na área de desenvolvimento de negócios chegar ao fim. "Com o estágio, eu sinto que estou pronto para ingressar de vez no mercado", afirma.

Liderança renovada

As empresas também enxergam nos estagiários alternativas para oxigenar os cargos de liderança. "Os empregadores pararam de fazer programas de trainee simplesmente porque estava na moda. Agora, buscam novos talentos e novos líderes também entre os estagiários", diz Sofia.

A Promon, empresa de engenharia, não tem programa de trainee e investe nos estagiários para formar uma mão de obra inovadora e competente.

Por lá, os estagiários passam por treinamentos técnicos e comportamentais, participam de palestras sobre desenvolvimento de carreira e desenvolvem projetos com o objetivo de propor melhorias em determinados processos da empresa — e ainda fazem apresentações das ideias para a diretoria e recebem prêmios.


Alex Yukio Nakano, de 24 anos, e estagiário da área de engenharia, está participando do treinamento e desenvolvendo um novo software para os processos da Promon.

"Consigo colocar em prática tudo o que aprendona universidade e também no dia a dia dentro da minha área. É ótimo saber que posso contribuir com a empresa desde cedo", diz.

O treinamento intenso se reflete no número de efetivações: 90% dos estagiários são contratados assim que pegam o diploma. "Queremos que eles estejam prontos para assumir responsabilidades quando se formarem", diz Priscila Gomes, responsável pelo programa de estágio da Promon.

Estagiários X trainees

As vantagens e as desvantagens de cada programa

Ser estagiário é bom porque...

• É possível mudar de companhia ou de setor para descobrir o que dá mais motivação, já que os programas duram um ano.

• Dá para desenvolver habilidades técnicas e comportamentais desde cedo – e mapear os pontos fortes e fracos.


E não é tão bom porque...

• Se os programas não forem estruturados, o jovem corre o risco de ficar restrito a tarefas rotineiras e tediosas.

• Muitos jovens deixam de levar os estudos a sério por causa do trabalho. É um tremendo erro.

Ser trainee é bom porque...

• Os programas costumam ser bem estruturados com sessões de coaching, e proximidade com a diretoria e a presidência.

• A prática de job rotation faz com que os trainees possam experimentar áreas diferentes antes de escolher em que setor querem trabalhar.

E nem tão bom porque...

• A pressão por resultados é alta e os trainees têm de saber lidar com a ansiedade e o estresse.

• Há um mito de que todos os trainees chegarão a cargos de liderança rapidamente e isso pode criar frustrações.

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