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Conheça Crotonville Rio, a universidade corporativa da GE

Reinaldo Garcia, CEO da GE na América Latina e Brasil, conta quais as novidades da nova universidade corporativa brasileira

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Reinaldo Garcia, CEO da GE na América Latina e Brasil (Divulgação / VOCÊ S/A)

Reinaldo Garcia, CEO da GE na América Latina e Brasil (Divulgação / VOCÊ S/A)

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Elisa Tozzi, Murilo Ohl

Publicado em 14 de novembro de 2014 às, 18h24.

São Paulo - No início de novembro foi inaugurada a sede brasileira da Crotonville Hill, legendária universidade corporativa da GE, multinacional de tecnologia e serviços. Desde 1956, quando o centro de treinamento foi instalado em Nova York, nos Estados Unidos, a GE formou todos os seus 12 presidentes dentro da companhia. 

A unidade brasileira, chamada de Crotonville Rio, teve investimento de 50 milhões de dólares e é a primeira da América Latina. A VOCÊ S/A conversou com Reinaldo Garcia, CEO da GE na América Latina e Brasil, sobre o que podemos esperar da nova fábrica de líderes no país.

VOCÊ S/A - Qual é a importância do Brasil para a GE?

Reinaldo Garcia - É o nosso terceiro maior mercado. Todos os segmentos da GE estão presentes aqui, desde saúde até óleo e gás – o grande foco do novo centro de pesquisa e desenvolvimento que fica no complexo de Crotonville Rio. No Brasil, já temos todas as fases da cadeia da GE: fabricação, pesquisa, venda e, agora para fechar, só faltava o treinamento local de lideranças.

VOCÊ S/A - Qual é a sua relação com a Crotonville?

Reinaldo Garcia - Em janeiro eu farei 30 anos de GE, comecei como trainee de finanças, fui para a corporate staff, depois quiseram que eu fosse o líder de sourcing de um grupo de energia. Eu não sabia nada. Mas a ideia era me colocar em uma situação desconfortável em que eu me desenvolvesse de maneira diferente. De lá eu fui para manufatura, na França, sem saber falar francês direito.

Na GE a gente coloca muito uma pessoa numa situação em que ela não está preparada. Damos um grande foco, gastamos muita energia em planejar as carreiras e colocar pessoas nos lugares certos. A parte de aprendizagem, em cursos, é um complemento grande.

VOCÊ S/A - O que acontece lá para a cultura ser tão fortalecida?

Reinaldo Garcia - São os nossos beliefs. Os valores individuais da empresa que são levados para todos os lugares do mundo e reforçados nesses treinamentos. Em 1956, quando Crotonville foi criada, não existia esse conceito. Nós possuímos duas áreas em treinamento: funcional, que são aprimoramentos mais técnicos e funcionais, e liderança em vários níveis.

Eu não sei quantos cursos eu fiz em Crotonville, dos dois tipos. Neles, você aprende como liderar e envolver as pessoas. Como articular estratégias usando o pensamento coletivo.

VOCÊ S/A - Por que Crotonville consegue se atualizar mesmo depois de tanto tempo da sua inauguração?

Reinaldo Garcia - Uma das coisas que contribui para a evolução, é que Crotonville é uma marca e não é só o lugar. Temos uma preocupação em se adaptar à realidade local e trazer o sabor da região para as pessoas globais. Não é só se adaptar aos brasileiros devido à realidade local, mas também trazer essa mensagem brasileira para quem é de fora.

VOCÊ S/A - Ter um centro de estudos tão consolidado permite ao profissional refletir, isso é importante?

Reinaldo Garcia - Sem dúvida. E tem outro aspecto. Lidando com pessoas no dia a dia, numa reunião, apresentação, existe sempre um elemento de coaching, ensinamento. Não é apenas a revisão do conteúdo, mas os ensinamentos e mensagens que se passam. Em Crotonville a prática é muito importante.

Eu me lembro de quando fiz um curso chamado Executive developing course, um curso quando você está quase pronto para se tronar um diretor da companhia. O que eu mais gostei foi ouvir o que cada líder do negócio dizia sobre sucesso, decepção e como eles lidavam com o primeiro dia de um time novo. Uma das pessoas era o Jeff, o líder da companhia. Essas são as grandes lições.

VOCÊ S/A - O que você aprende sobre ensinar as pessoas?

Reinaldo Garcia - Cada um desenvolve de uma maneira, mas eu acho que o que é comum na GE é ensinar deixando a pessoa descobrir. A GE quer que a pessoa siga um caminho para descobrir e com isso corra risco, alguns deles nem sempre funcionam, mas com isso as pessoas aprendem.

VOCÊ S/A - Quais as expectativas para Crotonville Rio?

Reinaldo Garcia - No Crotonville Rio foram investidos 50 milhões de dólares na parte de treinamento. E a ideia é que os alunos desse centro não sejam só brasileiros, nós pretendemos que ele se torne o centro de referência da América Latina. Em Crotonville também temos cursos com clientes e parceiros, ano passado foram três mil.

No Rio de Janeiro, nossa ideia é continuar esse trabalho com parcerias. Além disso, a unidade brasileira vai ter certo sabor carioca: vamos ter alguns cursos relacionados ao esporte, que vão começar às 6 da manhã com praia e futebol.

VOCÊ S/A - Como foi a experiência de Crotonville em outros países?

Reinaldo Garcia - Quando abrirmos o centro de treinamento na China, teve um impacto muito direto no pessoal. Era um país que possuía uma rotatividade alta, cerca de 13% ao ano de turnover. Quando colocamos o centro de treinamento baixou para 7%. Teve impacto em criar mais lealdade, dar mais perspectivas. A ideia da Crotonville no Brasil em primeiro momento é aumentar a frequência dos cursos.

VOCÊ S/A - É uma estratégia de retenção?

Reinaldo Garcia - O turnover no Brasil é baixo, mas sem dúvida um centro como esse aumenta o sentimento do funcionário pela companhia

VOCÊ S/A - Todo o investimento em treinamento tem retorno?

Reinaldo Garcia - Nós somos uma empresa de alta tecnologia, que necessita de inovação. Com as unidades de Crotonville ganhamos penetração em mercados nos 170 países onde participamos. Você só faz isso com talento humano. É impossível fazer sem pessoas.

Desenvolvimento das pessoas é crucial para o desenvolvimento da empresa, é o coração da companhia. Talvez seja por isso que a Hay Group nos considera a companhia líder em geração de líderes, queremos continuar assim.

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