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Vai investir pela primeira vez? Veja quais são suas perspectivas para 2022

A crença de que o cidadão médio investe apenas na poupança e deixa outras modalidades para especialistas foi deixada para trás; há uma nova tendência

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Democratização no acesso à informação tornou possível que todos consigam encontrar um caminho no mundo dos investimentos. (baona/Getty Images)

Democratização no acesso à informação tornou possível que todos consigam encontrar um caminho no mundo dos investimentos. (baona/Getty Images)

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Bússola

Publicado em 31 de dezembro de 2021 às, 14h45.

Por André Barretto*

Cada vez mais brasileiros se veem inclinados a entrar no mundo dos investimentos e aprender a melhor forma de fazê-lo. Desde 2020, a poupança está rendendo menos que a inflação, ou seja, quem coloca dinheiro na poupança vem perdendo poder de compra. A crença de que o cidadão médio investe apenas na poupança e deixa outras modalidades para os especialistas foi deixada para trás — em 2019, a B3 bateu a marca de 1 milhão de pessoas físicas na renda variável, e o número chegou a 3,8 milhões de contas em junho deste ano.

Com o aumento da taxa básica de juros, a Selic Meta (definida pelo Comitê de Política Monetária — Copom a cada 45 dias) passou de 7,75% ao ano para 9,25% ao ano. Assim, houve até um ensaio de ânimo para os poucos entusiastas da poupança que restam. Com a Selic Meta maior que 8,5% ao ano, o cálculo do rendimento da poupança volta para a “regra antiga” (0,5% ao mês mais a variação da Taxa Referencial, um indicador do mercado financeiro, que atualmente está zerada), ou seja, renderá 6,17% ao ano. É um ganho quando comparado aos 5,42% ao ano que a poupança rendia pela nova regra (70% da Selic Meta + TR), já que a Selic Meta estava em 7,75% ao ano.

Porém, o mesmo problema da poupança se mantém: o rendimento do dinheiro continua abaixo da inflação, já que o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) acumulado dos últimos 12 meses até novembro foi de 10,74%. Outro problema se soma ao primeiro: a projeção do Boletim Focus, pesquisa semanal do Banco Central com mais de cem instituições financeiras, é que a Selic Meta chegue até 11,50% ao ano no final de 2022, crescimento que não será mais aproveitado por quem deixa o dinheiro na poupança — já que o cálculo de rendimento passa a ser independente de suas variações.

Enquanto isso, há no mercado aplicações em títulos de renda fixa, que podem oferecer um retorno superior ao da poupança, no qual o investidor contrata uma taxa que pode ser prefixada ou pós-fixada e, se permanecer com o título até o vencimento, irá receber o valor aplicado corrigido pela taxa de juros contratada. Como exemplo podemos citar os CDBs, LCIs, LCAs e as LCs. Nelas, você empresta dinheiro para instituições financeiras e, no vencimento do título, conforme explicado anteriormente, recebe o valor aplicado corrigido pela taxa de juros contratada. Existem também títulos de crédito privado, como os CDBs com liquidez diária, em que você recebe o valor na sua conta no mesmo dia ou no próximo dia útil após solicitado o resgate. Também existem títulos públicos negociados na plataforma do Tesouro Direto.

O que tudo isso significa para os novos investidores no ano que vem?

Ainda é necessário entender o ritmo de novos investidores, muitos de perfil conservador, que irão dar os primeiros passos para fora da poupança no próximo ano. É compreensível deixar parte da sua reserva de emergência de fácil acesso na caderneta de poupança, onde pelo menos ele não fica parado, não tem cobrança de Imposto de Renda e nem de taxa de administração. Investir é um processo que mexe com nossas possibilidades futuras, no qual cautela e paciência são elementos importantes em qualquer passo dado.

Para dar ainda mais segurança no processo, também é possível contar com o apoio de um orientador certificado do mercado financeiro, que auxilia no processo de aprendizagem que vem com qualquer jornada de investimentos, moldando a trajetória de acordo com os objetivos e perfil de cada investidor.

Aprender a investir não é, há muito tempo, algo reservado a famílias endinheiradas. A democratização no acesso à informação tornou possível que todos consigam encontrar um caminho no mundo dos investimentos para que dinheiro pare de ser uma preocupação constante e passe a ser uma fonte de possibilidades.

*André Barretto é CEO e fundador da n2, aplicativo que conecta orientadores certificados do mercado financeiro com quem precisa de ajuda para cuidar das suas finanças.

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