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João Kepler: seja humano antes de profissional

Artigo destaca que, para ser reconhecido e respeitado na sua área, qualquer profissional deve ser, acima de tudo, uma pessoa correta e coerente

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No ambiente de trabalho é preciso tomar alguns cuidados para não se tornar um profissional reconhecido e indesejável ao mesmo tempo, aos olhos dos outros (Hinterhaus Productions/Getty Images)

No ambiente de trabalho é preciso tomar alguns cuidados para não se tornar um profissional reconhecido e indesejável ao mesmo tempo, aos olhos dos outros (Hinterhaus Productions/Getty Images)

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João Kepler*

Publicado em 14 de janeiro de 2021 às, 13h03.

Em meio a tantos acontecimentos que poderiam facilmente ser classificados como desumanos, temos visto o que o excesso de ódio, ignorância e desrespeito podem fazer.

Infelizmente essas situações podem ser notadas em todas as esferas. No mercado de trabalho, por exemplo, algumas pessoas se preocupam exclusivamente com sua imagem e postura profissional e se esquecem de quão importante é construir uma base familiar sólida e um convívio social saudável.

Ultimamente tenho pensado muito sobre convívio social e a postura das pessoas. Afinal, antes de entender de negócios, é preciso entender um pouco de relacionamento e de GENTE. Então tenho colecionado em minhas anotações alguns pontos de atenção sobre diversas pessoas que venho observando, a importância do equilíbrio para a sobrevivência neste mercado e para se dar bem na vida, não apenas nos negócios.

Quanto à formação de uma pessoa (e digo formação no sentido literal da palavra), destaco quatro pontos que acho fundamentais para que os demais sejam desenvolvidos ao longo da vida:

  • A inteligência, sem humildade, te faz perverso.
  • A autoconfiança, sem modéstia, te faz implacável.
  • A diplomacia, sem honestidade, te faz hipócrita.
  • O êxito, sem noção, te faz arrogante.

Infelizmente, quando muitas pessoas chegam ao que, para elas, seria o “topo” perdem sua essência, confundem seus princípios e passam a ter seus valores questionados. Isso pode acontecer pelos seguintes motivos:

  • A riqueza, sem caridade, te faz avarento.
  • A autoridade, sem respeito, te faz tirano.
  • O trabalho, sem tempo, te faz escravo.
  • A simplicidade, sem autoconhecimento, te deprecia.
  • A influência, sem semancol, te deixa metido.
  • A certeza, sem a dúvida, te faz um ignorante.
  • A empatia, sem compaixão, te faz dissimulado.

No ambiente de trabalho é preciso tomar alguns cuidados para não se tornar um profissional reconhecido e indesejável ao mesmo tempo, aos olhos dos outros.

  • A atitude, sem disciplina, te faz um desorganizado.
  • A iniciativa, sem cautela, te faz descuidado
  • A negociação, sem o respeito, te faz rude.
  • O networking, sem a troca, te faz inútil.
  • A colaboração, sem empatia, te faz solitário.
  • A atitude, sem o hábito, te faz esquecer.
  • A liderança, sem firmeza, te faz servil.
  • O empreendedorismo, sem transformação, te faz o mesmo.

E, por último, e tão importante quanto, eu destaco alguns pontos que fazem você manter os pés no chão e ser um ser humano incrível, e não simplesmente um profissional de destaque no mercado. No final, as pessoas vão lembrar de você pelo que é e fez por elas, e não pelos seus títulos e conquistas materiais.

  • A conquista, sem gratidão, te faz egoísta.
  • A riqueza, sem generosidade, te faz ganancioso.
  • O conhecimento, sem compartilhamento, te faz um inútil.
  • A esperança, sem atitude, te faz um perdedor.
  • A beleza, sem recato, te faz ridículo.

Não sou dono da verdade, fiz este texto com base apenas nas minhas observações. Convivo com muitas pessoas de diferentes idades, cidades, perfis e que fizeram escolhas distintas na vida.

Mesmo com todas as diferenças e oportunidades, uma coisa é certa: para ser reconhecido e respeitado na sua área, o mínimo que você precisa ser é uma pessoa correta e coerente.

Profissionais frios e desumanos não alcançam o sucesso pleno pelo simples fato de não conquistarem o respeito dos outros verdadeiramente.

* João Kepler é escritor, anjo-investidor, conferencista, apresentador de TV, podcaster e Diretor da Bossa Nova Investimentos.

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