Indiana Jones se prepara para arrasar mais um quarteirão

Blockbuster que arrecadou cerca de US$ 2 bilhões em quatro filmes volta aos cinemas em 2022

Por Danilo Vicente*

Harrison Ford, 78 anos, machucou o ombro e teve de paralisar as gravações de seu novo filme. Três meses afastado, retorno previsto para setembro. A lesão tem um porquê: a filmagem é de Indiana Jones 5, cujo personagem icônico do cinema é certamente um dos com mais saltos, rodopios e sopapos na história. Henry Jones Jr. (esse é o nome de Indy, para os íntimos) volta às telonas em 2022 com uma expectativa gerada por seus cerca de US$ 2 bilhões arrecadados nos quatro episódios anteriores – sem contar o que gerou com licenciamentos de produtos.

A primeira aventura de Jones completa 40 anos neste 2021. O arqueólogo chegou aos cinemas em 1981 com Os Caçadores da Arca Perdida, mas já com a previsão de uma trilogia.

Nasceu assim: oito meses após apresentar Luke Skywalker, Princesa Leia e Chewbacca ao planeta Terra, George Lucas convidou Steven Spielberg e o roteirista Lawrence Kasdan para uma reunião em Los Angeles, na qual propôs um nome para uma nova história: "Indiana Smith". Spielberg reclamou: "odeio essa ideia, mas vá em frente". Viria à luz a mistura de Humphrey Bogart e James Bond. Chicote em mãos, lhe deram o “Jones” que agradaria a Spielberg.

O contrato com o estúdio Paramount Pictures previa cinco filmes de Indiana Jones, mas Spielberg negociou, e acertou com Lucas, somente três. Tom Selleck fora escolhido como protagonista, mas o contrato com a série Magnum pesou em sua negativa (Selleck acertou ou errou? Papo para um futuro texto).

Sem Selleck, Spielberg propôs Harrison Ford a George Lucas, que estava relutante pelo ator já ter aparecido em muitas de suas produções (American Graffiti e a trilogia Star Wars). Aceitou. E deu certo.

O sucesso do primeiro (US$ 390 milhões, com uma produção de US$ 18 milhões) foi seguido por uma queda de arrecadação com Indiana Jones e o Templo da Perdição (R$ 333 milhões), em 1984. Cinco anos depois veio o fim da trilogia, com A Última Cruzada, um retumbante sucesso de US$ 474 milhões. O longa então derradeiro termina com os heróis (Sean Connery interpreta o pai de Indy) cavalgando em direção ao pôr do sol.

Lucas passou a produzir uma série de TV contando as origens do personagem. Ele e Spielberg pensaram em retomar a franquia cinematográfica com a presença de alienígenas, mas desistiram depois do lançamento de Independence Day.

Ou quase, porque em 2008 Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal colocou um pé no sobrenatural. O pior filme da série incrivelmente arrebentou na bilheteria: US$ 790 milhões!

Alguém duvida que Indiana Jones 5 – ainda sem nome oficial – será sucesso? Vem aí mais um blockbuster que arrasará quarteirões, se a pandemia da covid-19 deixar. Há uma perda considerável: George Lucas não está na nova produção. Mas Harrison Ford e Steven Spielberg se aventuram em terreno seguro.

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*Danilo Vicente é sócio-diretor da Loures Comunicação

Este é um conteúdo da Bússola, parceria entre a FSB Comunicação e a Exame. O texto não reflete necessariamente a opinião da Exame.

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