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Vai ter greve do Metrô amanhã? Sindicato se reúne nesta terça para decidir sobre paralisação

A paralisação é um protesto da categoria contra a proposta de reajustes do Metrô

André Martins
André Martins

Repórter de Brasil e Economia

Publicado em 21 de maio de 2024 às 10h53.

Última atualização em 21 de maio de 2024 às 20h06.

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*Atualização: Sindicato dos metroviários adia greve no Metrô de SP marcada para quarta-feira

O sindicato dos metroviários realiza nesta terça-feira, 21, uma assembleia para definir os detalhes da paralisação convocada para a próxima quarta-feira, 22. A reunião será na sede da entidade, no Tatuapé (zona leste), às 18h30. O sindicato afirma que o encontro será para “organizar a greve”.

A paralisação é um protesto da categoria contra a proposta de reajustes do Metrô. A Companhia ofereceu aumento de 2,77% (inflação medida pelo IPC-Fipe), recusado pelos trabalhadores.

Os metroviários pedem um aumento salarial acima da inflação, reajuste dos vale refeição e alimentação, recontratação de funcionários demitidos na última greve e a realização de concursos públicos para aumentar o quadro da empresa.

O sindicato afirma que tem buscado diálogo com o Metrô e com o governo Tarcísio de Freitas, mas não é atendido. A promessa que uma nova proposta seria apresentada na última segunda-feira, 14, não foi cumprida. Os representantes da empresa disseram ao sindicato que só poderiam apresentar um novo texto no dia 5 de junho.

"Metroviárias e metroviários realizam um serviço de excelência, reconhecido pela população pelo sétimo ano consecutivo como o melhor serviço público de São Paulo. Mesmo com o quadro de funcionários reduzido. Por isso, merecem respeito. São exatamente 2 meses desde quando a empresa teve contato com as reivindicações e, após 5 rodadas, a empresa ainda não apresentou nenhuma proposta", diz a categoria em nota.

Quais linhas serão afetadas pela greve do Metrô?

Caso a greve se concretize, apenas as linhas 1-azul, 2-verde, 3-vermelha e 15-prata serão afetadas. As linhas 4-amarela e 5-lilas são operadas pelo setor privado.

A última paralisação da categoria ocorreu em novembro de 2023 e causou congestionamentos na cidade de São Paulo e suspensão das aulas. As principais reivindicações eram pela paralisação do processo privatização da Sabesp e da linha 7-rubi e contra o corte de 5% no orçamento da educação. A greve unificada reuniu trabalhadores do Metrô, CPTM e Sabesp.

Justiça determina funcionamento no horário de pico em caso de greve

A Justiça do Trabalho de São Paulo determinou que os funcionário do Metrô devem garantir o funcionamento do sistema com 100% da capacidade nos horários de pico no caso de greve da categoria prevista para esta quarta-feira, 22.

A decisão do desembargador Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT-2) Davi Furtado Meirelles, que atende parcialmente o pedido do Metrô, define ainda que nos demais períodos, o efetivo mínimo deve ser de 50%.

O magistrado determinou ainda que seja aplicada multa diária de R$100 mil tanto para o Sindicato dos Metroviários quanto para o Metrô caso qualquer das partes crie obstáculos ao acesso dos trabalhadores, vagões nas vias e nos pátios do Metrô ou impeça o livre trânsito dos vagões de transporte público nos trilhos metroviários.

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