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Senado argentino derrubou projeto de lei que permitiria a interrupção da gravidez pela vontade da mãe até a 14ª semana de gestação

Buenos Aires: manifestantes contrários ao aborto celebram decisão do Senado, tomada na madrugada desta quinta-feira (Augustin Marcarian/Reuters)

Buenos Aires: manifestantes contrários ao aborto celebram decisão do Senado, tomada na madrugada desta quinta-feira (Augustin Marcarian/Reuters)

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EXAME Hoje

Publicado em 9 de agosto de 2018 às 06h46.

Última atualização em 9 de agosto de 2018 às 07h22.

Supremo aprova reajuste de salário

Por 7 votos a 4, a maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, há pouco, enviar ao Congresso Nacional proposta de aumento dos salários dos ministros da Corte , para 2019. O salário atualmente é de R$ 33,7 mil e o percentual de reajuste, de 16%. Caso o reajuste seja aprovado no Orçamento da União, que será votado pelo Congresso, o salário dos ministros poderia chegar a R$ 39 mil, valor que provocaria efeito cascata nos salários do funcionalismo – o subsídio dos ministros é o valor máximo para pagamento de salários no serviço público. Votaram a favor do aumento os ministros Ricardo Lewandowski, Luís Roberto Barroso, Marco Aurélio Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Luiz Fux e Alexandre de Moraes. Votaram contra o aumento Cármen Lúcia, Celso de Mello, Rosa Weber e Edson Fachin.

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Rodízio

O ministro Dias Toffoli foi eleito nesta quarta-feira para presidir o STF a partir de setembro e terá como vice o ministro Luiz Fux. A eleição é uma mera formalidade, já que os ministros se revezam no comando da corte e, com o fim do mandato de Cármen Lúcia no próximo mês, é a vez de Toffoli, que atualmente é vice-presidente da corte, assumir a cadeira. Com a mudança, Cármen Lúcia assumirá a cadeira atualmente ocupada por Toffoli na 2ª Turma do Supremo, responsável por analisar casos da operação Lava Jato na corte. O mandato de Toffoli à frente do Supremo será de dois anos. “A responsabilidade deste encargo é enorme, os desafios são gigantescos”, disse Toffoli ao ser anunciado.

Gilmar solta CEO da GE

O Ministério Público Federal (MPF) denunciou o presidente-executivo da General Electric para a América Latina, Daurio Speranzini Jr., e outras 23 pessoas por envolvimento em um esquema de fraudes em licitações na área de saúde no Rio de Janeiro que resultou em um desvio milionário de recursos públicos. Speranzini, que foi preso preventivamente pela Polícia Federal no início de julho, foi denunciado por suspeita de integrar organização criminosa e fraudar licitações. O executivo foi beneficiado nesta quarta-feira pelo ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que mandou soltar ele e outros dois presos denunciados pela Operação Ressonância. Como costuma fazer, Gilmar substitui a prisão do executivo por medidas cautelares, que incluem proibição de manter contato com os demais investigados e de deixar o país.

Bolsonaro na frente em SP

O candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, tem 18,9% das intenções de voto no estado de São Paulo em cenário sem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ficando à frente de Geraldo Alckmin (PSDB), que aparece com 15,0%, de acordo com pesquisa CNT/MDA divulgada nesta quarta pela Confederação Nacional do Transporte. Como a margem de erro do levantamento é de 2,2 pontos percentuais, os dois presidenciáveis estão em empate técnico. Nesse cenário, o terceiro lugar é de Marina Silva (Rede), com 8,4%, seguida pelo ex-prefeito Fernando Haddad, representando o PT, com 8,3%, e Ciro Gomes (PDT), com 6% das intenções de voto. Votos em branco, nulos e de indecisos são os verdadeiros “vencedores”, no entanto, com 34,5%. Em cenário com Lula, o ex-presidente soma 21,8% das intenções de voto, com Bolsonaro a seguir, com 18,4%, e Alckmin na sequência, com 14%. Marina registra 6,7%, e Ciro, 5%. A soma de brancos, nulos e de indecisos é de 26,8%.

Doria e Skaf empatados

Segundo o levantamento da CNT/MDA, o ex-prefeito da capital paulista João Doria (PSDB) lidera a disputa ao governo de São Paulo por uma pequena margem, com 16,4% das intenções de voto contra 16,2% do presidente licenciado da Fiesp, Paulo Skaf (MDB). Como a margem de erro é de 2,2 pontos porcentuais para mais e para menos, ambos estão em situação de empate técnico. Em terceiro lugar, aparece o atual governador, Marcio França (PSB), com 5,0% das preferências. Luiz Marinho, do PT, aparece em seguida com 4,8%. Brancos e nulos somaram 29,5%, enquanto 21,4% se disseram indecisos. No cenário para o segundo turno mais provável neste momento, Skaf venceria Doria por 29,7% a 26,8%. Os números, no entanto, também caracterizam situação de empate técnico.

Inflação mensal recua

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou, nesta quarta-feira (8) a inflação do mês de julho, de 0,33%, queda de 1,26% em relação a junho, mas mais alta que a taxa de 0,24% registrada em julho do ano passado. A inflação acumulada no ano até agora é mais que o dobro (2,94%) daquela registrada no mesmo período de 2017 (1,43%). Para especialistas, o valor veio acima da projeção, e sugeriu que a desinflação pós greve dos caminhoneiros não tenha sido tão forte. O acumulado em 12 meses ficou em 4,48%, já próximo da meta de inflação para o ano que é de 4,5%. Setores como o da energia elétrica (aumento de 5,33%) e transporte (queda de 1,8%) tiveram maior destaque no mês passado.

Argentina derruba lei do aborto

Depois de uma sessão que durou 17 horas, o Senado argentino derrubou, na madrugada desta quinta-feira, o projeto de lei que permitiria a interrupção da gravidez pela vontade da mãe até a 14ª semana de gestação. A lei que havia sido aprovada pela Câmara foi derrubada no Senado por 38 votos a 31. Manifestantes a favor do veto à lei, os azuis, e favoráveis ao aborto, os verdes, organizaram grandes manifestações em Buenos Aires ao longo de todo o dia.

Maduro responde

A Suprema Corte da Venezuela determinou a prisão do líder de oposição Julio Borges, ex-presidente do Congresso, acusado de planejar assassinar o presidente Nicolás Maduro com drones explosivos no fim de semana. Além dele, o deputado da Assembleia Nacional Juan Requesens e uma ex-líder estudantil também foram detidos, na segunda-feira, após serem acusados de participar do suposto atentado. Com as prisões, a Assembleia Constituinte da Venezuela decidiu retirar a imunidade política de alguns parlamentares da oposição que considera estarem envolvidos na suposta tentativa de assassinar Maduro. O presidente havia dito que Requesens estaria ligado ao lançamento de dois drones DJI M600 repletos de explosivos C4 sobre um comício ao ar livre do qual Maduro participou no sábado. O presidente da Assembleia Constituinte, Diosdado Cabello, disse que o órgão pró-governo iria discutir a suspensão da imunidade de parlamentares envolvidos na “tentativa fracassada de magnicídio”. Maduro não ficou ferido no incidente. Entretanto, os explosivos nos drones foram detonados, deixando sete militares feridos e fazendo com que os participantes do evento corressem em busca de abrigo.

Quem vai salvar a Tesla?

O conselho da montadora de veículos Tesla afirmou que está avaliando fechar o capital da montadora, um dia após o presidente-executivo, Elon Musk, sugerir a ação, em seu Twitter. Em declaração no site da montadora, seis dos nove diretores da Tesla disseram que o conselho se reuniu várias vezes na última semana para discutir tal proposta e estava “tomando as próximas medidas apropriadas para avaliar a questão”. Na terça-feira, Musk afirmou que considerava fechar o capital da empresa a 420 dólares por ação, o que avaliaria a empresa em mais de 70 bilhões de dólares. A Tesla informou que as discussões do conselho abordaram a questão sobre como financiar tal acordo, mas não deu detalhes.

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