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Sou chamada de fascista, diz Regina Duarte sobre apoio a Bolsonaro

"Em 2002, fui chamada de terrorista e hoje sou chamada de fascista, olha que intolerância?", desabafou

Regina Duarte e Bolsonaro, então candidato à Presidência pelo PSL. (Twitter Jair Bolsonaro/Reprodução)

Regina Duarte e Bolsonaro, então candidato à Presidência pelo PSL. (Twitter Jair Bolsonaro/Reprodução)

EC

Estadão Conteúdo

Publicado em 30 de maio de 2019 às 09h39.

Última atualização em 21 de janeiro de 2020 às 15h46.

São Paulo - Há mais de 50 anos na televisão brasileira, Regina Duarte tem muita história para contar. Em entrevista durante o programa Conversa com Bial nesta quarta-feira, 29, a atriz falou sobre a biografia que está escrevendo, relembrou trabalhos históricos na TV, como a série Malu Mulher, e a participação em novelas, quase sempre no papel de Helena. A questão política não ficou de fora da entrevista.

Regina Duarte decidiu falar abertamente sobre o apoio ao presidente da República, Jair Bolsonaro. "Em 2002, fui chamada de terrorista e hoje sou chamada de fascista, olha que intolerância?", desabafou.

A atriz afirmou que sente uma certa censura por parte de pessoas que são de oposição ao governo. "E eu achando que vivia em uma democracia, onde eu tenho o direito de pensar de acordo com o que eu quero. Eu respeito todo mundo que pensa diferente de mim. Não saio xingando as pessoas por aí", disse.

Sobre o protagonismo de Regina Duarte interpretando Malu, uma personagem essencialmente feminista e contra os ditos valores morais da época, a atriz revelou: "Eu nunca me declarei feminista, mesmo fazendo a Malu (a série Malu Mulher). Eu não acho que as coisas são por aí. Acredito que há caminhos intermediários. Eu fui e continuo conservadora. Eu só tenho medo de ficar velhinha e dizer: 'Ah, esse mundo está perdido!'. Que horror!", concluiu.

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