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RN tem 3ª madrugada de ataques, com 14 atentados, apesar da presença da Força Nacional

Ao todo, já há 67 registros de ações arquitetadas por facção criminosa que dá ordens a partir da cadeia. Pelo menos 28 cidades já foram alvo da quadrilha

Ao todo, foram registrados 14 atentados: quatro na capital e dez no interior do estado (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Ao todo, foram registrados 14 atentados: quatro na capital e dez no interior do estado (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Agência o Globo
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Agência de notícias

Publicado em 16 de março de 2023 às 11h23.

Última atualização em 16 de março de 2023 às 12h10.

A madrugada desta quinta-feira, 16, foi de medo e violência mais uma vez no estado do Rio Grande do Norte, apesar do reforço da Força Nacional nas ruas. É o terceiro dia seguido em que criminosos ligados a uma facção potiguar colocam fogo em carros, comércios e prédios públicos.

Ao todo, foram registrados 14 atentados: quatro na capital e dez no interior do estado. Desde a madrugada de terça, já são 67 registros de ações criminosas que aterrorizam moradores de pelo menos 28 municípios potiguares.

'Um barril de pólvora': como disputa entre facções na prisão, massacre de Alcaçuz e expansão de quadrilha potiguar fora dos presídios explicam ataques no RN

De acordo com a Secretaria da Segurança Pública e da Defesa Social (Sesed-RN), já há registro de 57 detidos até agora – sendo um adolescente, apreendido, oito homens que eram tidos como foragidos da Justiça e que foram recapturados, e dois com tornozeleiras eletrônicas, em regime aberto ou semi-aberto.

Entre os presos, está o homem suspeito de ter matado um comerciante, na terça-feira, em uma loja de conveniência no bairro nossa Senhora de Nazaré, na zona oeste de Natal. Os investigadores já confirmam que o criminoso tem envolvimento com a facção que nos últimos dias tem promovido uma série de ataques no estado. A captura foi feita por homens da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Outros envolvidos no crime são procurados.

As ações, segundo a inteligência da Polícia Civil, são arquitetadas por uma facção criminosa que se expandiu de dentro para fora dos presídios na capital Natal. Os atos seriam uma resposta dos bandidos a ações policiais que terminaram em morte e prisão de membros da quadrilha e uma espécie de reivindicação por melhorias no sistema penitenciário. Uma Força-Tarefa de Intervenção Penitenciária (FTIP) foi instituída em parceria do governo estadual com o Ministério da Justiça para intervir na administração penitenciária e conter a situação.

Além de dinheiro, drogas e munição, que ainda são contabilizadas, foram apreendidas:

15 armas de fogo apreendidas

4 simulacro de arma de fogo apreendido

46 artefatos explosivos apreendidos

10 galões de gasolina apreendidos

5 motos apreendidas

2 Carro apreendidos

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