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ÀS SETE - O ministério de Minas e Energia informou que vai propor ao Conselho do Programa de Parcerias e Investimentos a privatização da Eletrobras

Eletrobras: ministério de Minas e Energia vai pedir privatização da companhia, que acumula dívidas de R$ 38 bilhões (foto/Divulgação)

Eletrobras: ministério de Minas e Energia vai pedir privatização da companhia, que acumula dívidas de R$ 38 bilhões (foto/Divulgação)

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EXAME Hoje

Publicado em 22 de agosto de 2017 às 06h21.

Última atualização em 22 de agosto de 2017 às 08h35.

Privatização da Eletrobras

O ministério de Minas e Energia informou na noite desta segunda-feira que vai propor ao Conselho do Programa de Parcerias e Investimentos a privatização da Eletrobras. A União detém 40,99% do capital total e é controlador da companhia. Em nota, o Ministério informa que a decisão foi tomada após profundo diagnóstico sobre o processo em curso de recuperação na empresa. “Apesar de todo o esforço que vem sendo desenvolvido pela atual gestão, as dívidas e ônus do passado se avolumaram e exigem uma mudança de rota para não comprometer o futuro da empresa”, afirma o Ministério. A companhia acumula 38 bilhões de reais de dívidas.

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Janot vs. Gilmar, novo capítulo

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu nesta segunda-feira à presidente do Supremo Tribunal Federal, Cármen Lúcia, que o ministro Gilmar Mendes seja impedido de relatar dois habeas corpus de investigados na Operação Ponto Final e sejam anuladas as decisões dele que, na semana passada, soltaram o empresário Jacob Barata Filho e o ex-presidente da Federação das Empresas de Transportes do Estado do Rio, Lélis Teixeira. Nas petições, Janot argumenta que “não resta dúvida” de que as famílias de Gilmar Mendes e de Barata Filho têm “vínculos pessoais”. Ele cita que, em 2013, Gilmar e sua mulher, Guiomar Mendes, foram padrinhos de casamento de Beatriz Barata, filha do “Rei do Ônibus” com Francisco Feitosa Filho, sobrinho de Guiomar, entre outros episódios de intimidade.

PF indicia presidente do DEM

A Polícia Federal concluiu em inquérito que há indícios de que o senador José Agripino Maia (RN), presidente do DEM, tenha praticado corrupção passiva e lavagem de dinheiro. O caso envolve suposto recebimento de propina na construção da Arena das Dunas, estádio construído para a Copa do Mundo, em Natal. O estádio foi erguido pela empreiteira OAS, uma das investigadas no petrolão. O documento segue agora para o Ministério Público Federal, que pode decidir se oferece ou não denúncia contra o senador.

Zelotes atrás de Jucá

O senador Romero Jucá (PMDB-RR) é o mais novo denunciado na Operação Zelotes. O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, acusa Jucá e outros dois parlamentares de terem beneficiado o Grupo Gerdau, por meio de uma medida provisória, em troca de doações eleitorais. A dupla que acompanha o maior articulador do governo Michel Temer na denúncia são os deputados federais Alfredo Kaefer (PSL-PR) e Jorge Côrte Real (PTB-PE). As informações são escassas, porque o processo corre em segredo de Justiça e foi revelado pelo jornal O Estado de S. Paulo.

Divisão no PSDB

Em meio à polêmica depois de chancelar o programa do PSDB — que admite “erros” do partido e desagradou alas ligadas a Aécio Neves (MG) —, o presidente interino do tucanato Tasso Jereissati (CE) reagiu às pressões para que deixe o cargo. “Não precisa pressionar pela minha saída. Esse é um gesto unilateral do Aécio. Se ele quiser reassumir o comando do PSDB, é um direito dele. Agora, da minha parte, não vou arredar o pé!”, disse Tasso ao colunista Gerson Camarotti, do portal G1. “Estão querendo aproveitar o momento para fazer uma onda para me tirar do comando do partido. No filme [programa de televisão], não há uma acusação contra Temer. Não há qualquer acusação para quem votou no governo. Estão superestimando o filme para fazer a mudança no partido”. Aécio não se manifestou.

Duque condenado

O juiz federal Sergio Moro condenou o ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque e quatro ex-executivos da Andrade Gutierrez por corrupção ao participarem de cartel de empreiteiras para obras na estatal por meio de pagamento de 3% do valor total de contratos fraudulentos. Os ex-executivos confessaram os crimes em colaboração premiada e vão cumprir pena em regime semiaberto e tornozeleira eletrônica. Duque foi condenado a dez anos de reclusão, mas por também ter colaborado com a Justiça terá direito a regime semiaberto depois de cinco anos em regime fechado. Moro fixou 115.919.484 reais de multa de indenização à Petrobras.

Aumento de impostos autorizado

O presidente do Tribunal Regional Federal da 1a Região, desembargador Hilton Queiroz, derrubou nesta segunda-feira mais uma liminar que suspendia os efeitos do decreto presidencial que eleva o PIS/Cofins sobre os combustíveis. Na última sexta-feira, a juíza Adverci Rates Mendes de Abreu, da 20a Vara Federal de Brasília, havia barrado o aumento. A decisão acolhe pedido da Advocacia-Geral da União. O decreto do governo, agora, volta a valer em todo o país. Já é a quarta vez que um tribunal derruba liminar concedida pela Justiça.

FGV: PIB recua 0,24%

O PIB brasileiro recuou 0,24% no segundo trimestre ante o primeiro trimestre do ano, de acordo com estimativa do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV). O indicador, medido pelo Monitor do PIB, antecipa a tendência do principal índice da economia a partir das mesmas fontes de dados e metodologia empregadas pelo IBGE, responsável pelo cálculo oficial das contas nacionais. “Esta taxa interrompe a trajetória de recuperação observada no primeiro trimestre”, disse Claudio Considera, coordenador do Monitor do PIB/FGV, em nota. Comparado ao mesmo período do ano passado, o PIB do segundo trimestre teve retração de 0,3%. O destaque foi o desempenho negativo do total da indústria, com queda de 1,8%, influenciado, principalmente, pela retração de 7,4% da atividade no setor de construção.

Trump descarta sair do Afeganistão

Em discurso na noite desta segunda-feira, o presidente americano Donald Trump prometeu endurecer a estratégia militar no Afeganistão e descartou uma retirada das tropas no país a curto prazo. “Uma saída apressada criaria um vácuo para terroristas, incluindo o Estado Islâmico e a Al Qaeda”, afirmou. Trump discursou diante de 2.000 soldados No Forte Myer, uma base militar na Virgínia, e evitou falar em números. Atualmente os Estados Unidos mantêm um contingente de 8.400 militares no Afeganistão e, em 16 anos no país, soma mais de 2.000 soldados mortos. Antes de ser candidato, Trump afirmou repetidas vezes que o país deveria “sair imediatamente” do Afeganistão.

Atualização dos ataques terroristas

Um homem foi baleado e morto pela polícia catalã por usar um suposto cinto com explosivos nesta segunda-feira. Para a polícia, o baleado, Younes Abouyaaqoub, pode ser o autor do ataque ocorrido em Barcelona na quinta-feira passada. Abdelbaki Es Satty, considerado membro do Estado Islâmico e o idealizador do ataque, foi confirmado como uma das vítimas da explosão de uma casa em Alcanar. A casa era usada para a produção de bombas, que seriam utilizadas em outro ataque. Mais cedo, a polícia anunciou que o número de mortos após o ataque subiu para 15. Na Finlândia, o ataque com faca na cidade de Furku foi considerado um ato terrorista pela polícia. O autor é um marroquino de 18 anos que foi baleado na perna e preso. O ataque ocorreu no mercado Puutori e deixou dois mortos e oito feridos.

Parlamento da Venezuela decide continuar atividades

Embora a Assembleia Constituinte tenha assumido plenos poderes legislativos, o Parlamento venezuelano afirmou que vai continuar as atividades normalmente. De acordo com a Câmara, o Parlamento é o único titular do Poder Legislativo e por isso rejeitou a “usurpação da soberania popular”. As afirmações foram feitas durante a sessão que ocorreu no sábado e que contou com a presença de representantes de Brasil, Espanha, Alemanha, México, Argentina, Reino Unido e França. O Parlamento se comprometeu a continuar denunciando os passos para a consolidação de uma ditadura na Venezuela.

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