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O presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, afirmou nesta quarta-feira, 14, que retirou a sonda de perfuração na bacia da Foz do Rio Amazonas, no litoral do Amapá. Caso o Ibama reveja a decisão e autorize a licença para perfurar um bloco na área, o equipamento voltará para a região.

"A sonda foi retirada, está na bacia de campos fazendo serviços de curta duração aguardando a resposta do Ibama", afirmou.

Jean Paul Prates deu a declaração após reunião com o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin. Os dois, no entanto, não trataram sobre o assunto. A agenda discutiu a colaboração da Petrobras no processo de industrialização do país.

O presidente da estatal afirmou ainda que enviou novos dados técnicos, além de ter disponibilizado mais embarcações de apoio e equipamentos, de acordo com as exigências.

"A resposta do Ibama não tem prazo, o Ibama vai reanalisar todas as nossas reapresentações de relatório, fizemos todos os argumentos novos, colocamos novos elementos de dados técnicos, disponibilizou mais embarcações de apoio, mais equipamentos, fez toda uma complementação e de acordo com as exigências que foram colocadas também no último despacho e estamos aguardando a resposta do Ibama".

A empresa apresentou recurso contra a decisão do órgão ambiental, mas não há data para uma nova análise. Questionado se a estatal tinha pressa na solução do impasse, Jean Paul Prates afirmou que respeita a autonomia do Ibama e que não concorda com pressões para a decisão.

"A gente não pode pressionar órgão regulador nem órgão ambiental. Eles têm autonomia, nós respeitamos. Pelo menos a nossa gestão respeita muito isso. Então, se tem motivo para analisar, demorar, a gente tem que se adaptar a isso".

Para explorar reservas da chamada Margem Equatorial, a Petrobras quer perfurar poços em um bloco a cerca de 160 quilômetros da costa do Oiapoque (AP) e a 500 quilômetros da foz do rio Amazonas com o objetivo de comprovar a viabilidade econômica da produção de petróleo na região.

Essa região é considerada uma nova fronteira do petróleo com potencial parecido com o pré-sal. Há uma grande expectativa de petróleo nessa região por conta das descobertas nos vizinhos Suriname e Guiana

O plano, no entanto, sofre oposição de ambientalistas por causa do risco ao meio ambiente. O Ibama negou a licença de perfuração. O caso repercutiu politicamente, com senadores e deputados do Amapá criticado duramente a decisão do Ibama e a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva.

O Ibama negou a licença alegando, entre outros fatores, que o Centro de Reabilitação e Despetrolização de Fauna fica em Belém, a cerca de 500 quilômetros do campo. Esse centro é usado em caso de vazamento no poço, situação considerada extrema e que nunca ocorreu no país, de acordo com a Petrobras.

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