Brasil

Prefeito prevê inaugurar ônibus aquático de SP até a próxima segunda-feira

As embarcações e a infraestrutura estão prontas para o início da operação, que será conduzida pela própria administração municipal

Ricardo Nunes, prefeito de São Paulo (Governo de SP/Flickr)

Ricardo Nunes, prefeito de São Paulo (Governo de SP/Flickr)

Estadão Conteúdo
Estadão Conteúdo

Agência de notícias

Publicado em 7 de maio de 2024 às 14h56.

Última atualização em 7 de maio de 2024 às 15h53.

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), prevê inaugurar até a próxima segunda-feira, 13, o sistema de ônibus aquáticos que vai funcionar na Represa Billings, na zona sul da capital paulista.

"A gente está só acertando a questão documental para poder dar início", disse Nunes, que esteve na região pela manhã, onde visitou obras públicas. Caso os entraves burocráticos sejam resolvidos até o fim da semana, existe a possibilidade de inauguração ainda no sábado, 11.

As embarcações e a infraestrutura já estão prontas para o início da operação assistida, que será conduzida pela própria administração municipal, em convênio firmado com a SPTrans.

Inicialmente, o sistema hidroviário seria operado pela Transwolff, empresa de ônibus suspeita de ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC) e sob intervenção da administração municipal. A transferência do serviço para a prefeitura é a pendência final antes da inauguração.

Um despacho publicado nesta terça-feira, 7, pelo secretário executivo de Transportes e Mobilidade Urbana da capital paulista Gilmar Pereira Miranda, autorizou o convênio entre a prefeitura e a SPTrans para início da operação assistida, com duração prevista até o fim do ano.

Trata-se de um período de implementação progressiva e monitorada do serviço. De início, os ônibus aquáticos vão funcionar das 10h às 16h, com embarque gratuito e capacidade para atender até 60 passageiros de uma vez — quando estiverem plenamente operantes, as embarcações poderão transportar até 200 pessoas cada uma.

"É para a população ter paciência. A gente precisa ir acompanhando, verificando como vai se comportar esse novo modal na cidade", acrescentou Nunes, ponderando que a operação assistida é adotada sempre que é implementada uma nova infraestrutura de transporte, como o Metrô.

Depois da operação assistida, o transporte hidroviário passa a integrar o sistema atendido pelo Bilhete Único e terá a mesma tarifa dos ônibus urbanos: R$ 4,40.

A linha de ônibus aquático ligará a região de Mar Paulista, em Pedreira, ao Cantinho do Céu, no Grajaú, com a promessa de agilizar o transporte para cerca de 385 mil moradores. O modal deve facilitar o acesso ao Terminal Santo Amaro, um dos gargalos do trânsito.

O deslocamento, que hoje é feito por ônibus ou carro, leva cerca de 1h20. Já a travessia de barco é estimada em 17 minutos.

A inauguração do modal vai ocorrer após sucessivos adiamentos desde o ano passado. O mais recente foi em março, quando a Justiça barrou o início das viagens diante de possíveis riscos ambientais, atendendo a pedido do Ministério Público do Estado (MP-SP).

No mês seguinte, o Tribunal de Justiça de São Paulo liberou a operação após recurso da SPTrans, que apresentou estudos e parecer técnico favorável da Companhia Ambiental do Estado (Cetesb).

Acompanhe tudo sobre:Ricardo Nunessao-paulo

Mais de Brasil

PL do Aborto gera manifestações em ao menos oito cidades

Rio quer atrair investimentos da Arábia Saudita e criar hub para Data Centers - inclusive submarinos

Microexplosão atinge município gaúcho de São Luiz Gonzaga

Combate ao fogo no Parque de Itatiaia continua, sem previsão de fim

Mais na Exame