Pará decreta toque de recolher na Grande Belém para frear coronavírus

O Estado está com 81,91% das UTIs, e 62,23% dos leitos clínicos exclusivos aos pacientes com covid-19 ocupados na rede pública

Na tentativa de frear o avanço do novo coronavírus, o governo do Pará vai endurecer as medidas restritivas na região metropolitana de Belém a partir desta quarta-feira, 3. Entre as novas medidas, está o toque de recolher de 22h até as 5h, exceto para pessoas com justificativas no âmbito profissional ou com receitas médicas em busca de atendimento hospitalar. O Estado está com 81,91% das UTIs, e 62,23% dos leitos clínicos exclusivos aos pacientes com covid-19 ocupados na rede pública.

O decreto com as normas deve ser publicado na manhã desta quarta no Diário Oficial do Estado, tendo efeito imediato. Ficam proibidas aglomerações com mais de dez pessoas em locais públicos e privados; práticas esportivas com mais de duas pessoas e apresentações musicais com mais de dois artistas. Além disso, restaurantes, lanchonetes e estabelecimentos similares poderão funcionar com 50% da capacidade, restrito até as 18h.

A venda de bebidas alcoólicas também passa a ser proibida após as 18h. Sendo assim, lojas de conveniência, supermercados e mercados podem comercializar bebidas até este horário. As decisões do governo do Estado foram tomadas em conjunto com as prefeituras que integram a Grande Belém, diante do possível colapso na rede pública e privada.

As regras mais severas foram anunciadas, no fim da noite desta terça-feira pelo governador do Pará Helder Barbalho (MDB), em coletiva à imprensa. "A segunda onda está mais intensa do que a primeira onda no Brasil. Não devemos esquecer dos momentos traumáticos que vivemos na última semana de março e a primeira de abril do ano passado", lembrou o governador, referindo-se ao fechamento das portas de hospitais públicos e privados no Pará. "Não é fácil está aqui anunciando as medidas, mas devemos ser responsáveis e ter empatia. Nossa obrigação agora é evitar o caos", afirmou.

As novas regras devem valer, no primeiro momento, por sete dias. "Em uma semana, queremos voltar aqui e dizer que as medidas foram suficientes para conter o avanço dos casos. Somos solidários aos trabalhadores que ficarão sem trabalhar à noite, neste período", enfatizou o governador.

Ao lado de Barbalho, estavam os prefeitos de Belém, Edmilson Rodrigues (PSOL) e o Dr. Daniel Santos (MDB), de Ananindeua, as duas maiores cidades da região metropolitana. Demais prefeitos de municípios vizinhos também participaram do anúncio. "Belém acompanha o número de ocupação de leitos do Estado, mas nossa preocupação é que em quatro dias, não tenha mais nenhum disponível. Em três dias, tivemos um aumento de 20% e isso é muito preocupante", alertou Edmilson.

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