Ministro Kassio Nunes Marques, em Sessão plenária extraordinária do STF (STF/Flickr/Divulgação)
Repórter
Publicado em 22 de outubro de 2026 às 16h58.
Última atualização em 22 de outubro de 2026 às 17h05.
A três dias do segundo turno, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, deu 24 horas para a Meta, dona do WhatsApp, Instagram e Facebook, apresentar relatório técnico sobre o canal “Exército do Lula”. A decisão apura possível comportamento coordenado irregular no canal administrado pelo deputado André Janones (Rede-MG).
A três dias do segundo turno, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, determinou que a Meta apresente, em 24 horas, um relatório técnico sobre o canal “Exército do Lula”, no WhatsApp, administrado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG). A medida atende a um pedido da campanha do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL).
Nunes Marques solicitou que a Meta investigue a possível existência de comportamento coordenado irregular, incluindo sincronização de atividades, replicação sistemática de mensagens e articulação entre contas, canais e plataformas.
A campanha de Flávio acusa o grupo de tentar influenciar os resultados de buscas no Google. Segundo a alegação, os participantes seriam orientados a pesquisar termos específicos e a publicar hashtags na rede social X (antigo Twitter).
O relatório deverá detalhar os padrões de engajamento, alcance e compartilhamento das publicações, além de identificar eventuais anomalias estatísticas e mecanismos que possam aumentar artificialmente a visibilidade dos conteúdos.
A empresa também deverá informar se houve publicidade paga ou impulsionamento, como ocorreu a circulação de mensagens encaminhadas e de conteúdos excluídos ou modificados e quais medidas foram adotadas para cumprir o plano de conformidade. A decisão ainda exige que a Meta explique os critérios técnicos usados para distinguir uma mobilização legítima de um comportamento coordenado potencialmente irregular.
Além disso, o TSE determinou que o Google informe se identificou amplificação coordenada dos termos e hashtags citados entre 18 e 20 de outubro de 2026, inclusive em buscas em alta, sugestões de pesquisa e assuntos do momento.
O caso teve início com questionamentos da campanha de Flávio Bolsonaro sobre o cumprimento das obrigações assumidas pelo WhatsApp perante o TSE. Em 11 de outubro, Nunes Marques determinou a suspensão do canal, a preservação dos registros e a abertura de um regime de supervisão regulatória direta.
Nos dias seguintes, o ministro condicionou a retomada do canal à comunicação de seu endereço à Justiça Eleitoral e, em 14 de outubro, determinou o restabelecimento da página, medida cumprida pela plataforma.
Em decisão de 22 de outubro, Nunes Marques reconheceu a perda de objeto do procedimento administrativo original e determinou seu encerramento sem resolução do mérito. O ministro considerou que o canal havia sido restabelecido, que a empresa prestara as informações solicitadas e que a análise do cumprimento do plano de conformidade já era acompanhada em outro processo no tribunal.
A extinção, segundo a decisão, não interrompe a supervisão regulatória da Meta, que continuará em procedimento separado. O ministro também ressaltou que eventuais excessos que não estejam relacionados ao descumprimento do plano de conformidade devem ser apurados pelas vias eleitorais cabíveis.
O presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, determinou que a Meta apresente, em 24 horas, um relatório técnico sobre o canal do WhatsApp administrado pelo deputado André Janones (Rede-MG). A análise deve verificar a possível existência de comportamento coordenado irregular.
A Meta deverá analisar sincronização de atividades, replicação sistemática de mensagens, articulação entre contas, padrões de engajamento, alcance e compartilhamento. A empresa também terá de informar se houve publicidade paga, impulsionamento ou mecanismos capazes de ampliar artificialmente a visibilidade dos conteúdos.
A campanha de Flávio Bolsonaro acusa o canal de tentar influenciar os resultados de buscas no Google. Segundo a alegação, participantes receberiam orientações para pesquisar termos específicos e publicar hashtags na rede social X.
O Google deverá informar se identificou amplificação coordenada dos termos e hashtags citados entre 18 e 20 de outubro de 2026. A análise deve abranger buscas em alta, sugestões de pesquisa e assuntos do momento.
Em 11 de outubro, Kassio Nunes Marques suspendeu o canal, preservou seus registros e abriu supervisão regulatória direta após questionamentos da campanha de Flávio Bolsonaro. Em 14 de outubro, o ministro determinou o restabelecimento da página depois de condicionar a retomada à comunicação do endereço do canal à Justiça Eleitoral.
Kassio Nunes Marques encerrou o procedimento em 22 de outubro porque o canal já havia sido restabelecido, a Meta prestara as informações solicitadas e o cumprimento do plano de conformidade era analisado em outro processo. Segundo a decisão, a supervisão regulatória da Meta continuará nesse procedimento separado.