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Morador removido por Copa terá vida digna, diz ministro

Para Orlando Silva, cidadãos removidos de suas casas para as obras ajudarão para que a sociedade ganhe com o evento esportivo

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Construtora Odebrecht fará trabalhos em São Paulo, incluindo a construção do estádio do Corinthians (Divulgação)

Construtora Odebrecht fará trabalhos em São Paulo, incluindo a construção do estádio do Corinthians (Divulgação)

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Anne Warth

Publicado em 6 de maio de 2011 às, 13h12.

São Paulo - O ministro dos Esportes, Orlando Silva, afirmou nesta sexta-feira, em São Paulo, que os moradores que tiverem de ser removidos de regiões onde haverá obras da Copa do Mundo de 2014 viverão em condições mais dignas. Silva afirmou que o governo não cometerá "nenhuma arbitrariedade". As declarações foram uma resposta à relatora especial da Organização das Nações Unidas (ONU) para a Moradia Adequada, Raquel Rolnik, que disse, no dia 26 de abril, que as autoridades de Fortaleza e de várias outras cidades-sede da Copa, além do Rio, município que receberá a Olimpíada de 2016, praticam desalojamentos e deslocamentos forçados que podem violar os direitos humanos.

O ministro dos Esportes reconheceu que, em vários locais que passarão por obras, existem ocupações regulares e irregulares. "Mas eu quero tranquilizar todos vocês de que não haverá nenhuma arbitrariedade. Nenhuma remoção será feita sem reconhecer a cidadania das pessoas e o direito que essas pessoas têm a uma moradia digna", declarou, ao participar do Seminário Copa 2014 no Estado de São Paulo - Investimentos, Legados, Inclusão Social e Desenvolvimento Econômico, na Assembleia Legislativa (Alesp).

Ao citar a ONU, Silva disse que "esse raciocínio tem de ser invertido". "Nós temos de perceber que esse processo que estamos oferecendo ao Brasil é para aumentar as conquistas da população. Quem tiver de ser removido pode ficar seguro de que viverá em condições mais dignas. Esse é um compromisso da presidente Dilma, meu e tenho certeza de que falo em nome dos governos de Estados e das prefeituras."

Ele reafirmou esperar que as obras do futuro estádio do Corinthians, em Itaquera, na zona leste da capital paulista, que sediará jogos da Copa sejam iniciadas nos próximos dias. O engenheiro Gilmar Tadeu, secretário especial de Articulação da Copa da Prefeitura de São Paulo, lembrou, no seminário, que um termo de ajustamento de conduta (TAC) foi assinado entre o Ministério Público (MP) e o time, por meio do qual o clube pagará R$ 12 milhões como forma de retorno social pelo terreno onde o estádio será construído.

Odebrecht - De acordo com Tadeu, a partir de agora, a Odebrecht, construtora responsável pela obra, pode iniciar os trabalhos. O ministro admitiu ter ficado satisfeito com a notícia. "Eu espero que os próximos dias sejam próximos mesmo, cada vez mais próximos", acentuou Silva, mencionando que, em diversas outras oportunidades, a mesma garantia foi dada pelo prefeito Gilberto Kassab e pelo governador do Estado, Geraldo Alckmin (PSDB), sem que as promessas fossem cumpridas.

"São Paulo, evidentemente, reúne as condições mais extraordinárias para realizar a abertura da Copa de 2014", disse acreditar, ressaltando que Salvador, Brasília e Belo Horizonte também têm interesse em abrir o torneio. "Temos grandes expectativas de que São Paulo possa apertar o passo e se qualificar para a abertura da Copa", acrescentou.

O presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, também presente ao evento, disse trabalhar, arduamente, para tornar viável o início das construções em Itaquera. "Podem ter certeza de que o estádio do Corinthians será o estádio da Copa", declarou. "Obviamente, estamos atrasados, mas, de repente, as coisas começam a andar e vamos a começar a ter dias mais tranquilos."

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