Renan Santos (Missão): decisão revê parcialmente uma cautelar concedida pelo próprio ministro no domingo,30, que havia suspendido a participação de Renan em debates, o uso de recursos públicos pela chapa e a propaganda eleitoral em ambiente digital. (Fórum Esfera/Divulgação)
Repórter de Brasil e Economia
Publicado em 13 de agosto de 2026 às 14h29.
Última atualização em 13 de agosto de 2026 às 14h39.
O Partido Missão afirmou na tarde desta quinta-feira, 13, que foi "vítima de uma tentativa de filiação fraudulenta" de Flávio Bolsonaro (PL) na sigla.
A posição da sigla, que tem Renan Santos, líder do Movimento Brasil Livre (MBL), como candidato à presidência, foi divulgada após membros da campanha bolsonarista verificarem a filiação indevida, o que impede o registro da candidatura de Flávio a dois dias do prazo final estipulado pelo próprio Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Em nota, o Missão afirmou que informou o gabinete de Flávio em mais de uma oportunidade desde o dia 2 deste mês, mas não obteve resposta.
"Consta em nosso sistema que os e-mails enviados foram abertos, mas não foram respondidos", afirmou.
A sigla diz ainda que tentou no mesmo dia cancelar a filiação, mas a ação foi rejeitada pelo TSE. O partido afirmou que tomou medidas cabíveis junto à Polícia Federal e ao TSE para que o responsável seja identificado e punido.
No posicionamento, o partido afirmou ainda que não teria interesse em "acolher" um parlamentar que "figura em acusações e suspeitas de envolvimento em esquemas de corrupção".
"Ressaltamos, ainda, que não é do interesse do partido acolher em seus quadros um parlamentar que, para além do desalinhamento ideológico, figura em acusações e suspeitas de envolvimento em esquemas de corrupção", disse.
Em nota, o Tribunal Superior Eleitoral afirmou que a filiação de Flávio Bolsonaro ao partido Missão não foi fruto de um hackeamento do sistema de filiação partidária, mas sim de uso indevido da ferramenta por parte de alguém que possuía as credenciais da legenda para efetivar filiações.
"O presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, enviou uma representação à Procuradoria-Geral Eleitoral para providências e determinou instauração de inquérito por parte da Polícia Judiciária", disse.
Após pedido do PL, partido de Flávio, o tribunal está analisando o pedido de desfiliação do Missão para que o senador possa registrar a sua candidatura.
A EXAME confirmou no sistema do TSE a filiação equivocada ao Missão, que foi registrada no dia 12 de agosto, mesma data em que aparece a sua suposta desfiliação do PL, também equivocada.
Ao constatar a filiação ao Missão, a advogada Maria Claudia Bucchianeri, que representa a candidatura de Flávio Bolsonaro, protocolou, na manhã desta quinta-feira, um pedido à presidência do TSE para que seja feita a exclusão do registro equivocado e o restabelecimento da filiação do senador ao PL, para que o registro da candidatura possa ser realizado.