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Mina da Braskem em Maceió está cedendo 2,6 cm por hora, diz Defesa Civil

Colapso pode acontecer a qualquer momento; solo cedeu após problemas gerados por atividades de mineração da Braskem

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Mina da Braskem: De acordo com o prefeito, 60 mil pessoas que vivem em cinco bairros afetados foram realocadas (Braskem/Divulgação)

Mina da Braskem: De acordo com o prefeito, 60 mil pessoas que vivem em cinco bairros afetados foram realocadas (Braskem/Divulgação)

A Defesa Civil de Maceió informou que o solo na área afetada pela mineradora Braskem afunda na velocidade de 2,6 centímetros por hora. A mina com risco de colapsar a qualquer momento é a de número 18, que fica localizada no bairro Mutange. O deslocamento vertical acumulado é de 1,42 metros, segundo o órgão.

A região permanece em alerta máximo devido ao risco iminente de colapso da mina da Braskem, localizada no bairro Mutange. A Defesa Civil orientou que fosse evitada a circulação de pessoas e de embarcações na lagoa próximo ao local, que foi desocupado por causa do afundamento do solo causado pela mineração. Estudos mostram um aumento significativo na movimentação do solo, indicando a possibilidade de rompimento e surgimento de uma imensa cratera.

O bairro Mutange registrou 1.011 eventos sísmicos em um intervalo de cinco dias. Segundo o Ministério do Desenvolvimento Regional, além da quantidade elevada de abalos, foi observada que a profundidade dos sismos se tornava mais rasa, indicando uma possível movimentação em direção a superície.

Minas são usadas para extração de sal-gema

A mina citada pelo órgão é formada por cavernas abertas pela extração de sal-gema durante décadas de mineração, mas que estavam sendo fechadas desde que o Serviço Geológico do Brasil (CPRM) confirmou que a atividade realizada pela Braskem havia provocado o fenômeno na região.

De acordo com a Braskem, a movimentação no solo foi registrada "em um local específico, dentro das áreas de serviço da companhia, nas proximidades da av. Major Cícero de Goes Monteiro", que foi isolada preventivamente.

Nos anos 1980, pesquisadores da Universidade Federal de Alagoas (UFAL) já alertavam para o colapso do solo em bairros de Maceió, ocasionados pela mineração de sal-gema realizada pela empresa Braskem, que atua na região desde a década de 1970. As primeiras pesquisas que comprovaram a catástrofe, que atinge os bairros de Mutange e de Bebedouro, foram publicadas em 2010.

Pesquisas realizadas pela UFAL alertavam para os riscos de afundamento do solo devido a um aumento do nível do lençol freático na região. Em 2011, outro estudo publicado na revista científica Engineering Geology previu que o afundamento poderia atingir até 1,5 metro em algumas áreas da cidade.

Rachaduras em Maceió começaram em 2018

Oito anos depois, em 2018, o desnivelamento começou a se tornar evidente. Em alguns bairros, rachaduras de 280 metros de extensão surgiram nas casas e nas ruas. A Braskem foi obrigada a interromper a mineração e a evacuar os moradores das áreas mais afetadas.

Desde 2019, mais de 14 mil imóveis precisaram ser desocupados na região, de acordo com a prefeitura, afetando cerca de 55 mil pessoas.

Em 2020, a Justiça de Alagoas determinou que a Braskem pagasse indenização às famílias afetadas pelo afundamento. A empresa também foi condenada a reparar os danos ambientais causados.

Depois que a mineração foi apontada como a principal causa da instabilidade do solo, um intenso trabalho foi iniciado pela Braskem para fechamento e estabilização de 35 minas na região do Mutange e de Bebedouro, com profundidade média de 886 metros.

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