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Greve na USP: estudantes da EACH, última unidade parada, anunciam fim da paralisação

Os estudantes dos cursos da Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH), última unidade estudantil ainda paralisada, decidiram, em assembleia, encerrar o movimento

Estadão Conteúdo
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Agência de notícias

Publicado em 3 de novembro de 2023 às 12h55.

Última atualização em 3 de novembro de 2023 às 13h53.

Iniciada pelos universitários há seis semanas, a greve da Universidade de São Paulo (USP) chegou ao fim na quarta-feira, dia 1º. Os estudantes dos cursos da Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH), última unidade estudantil ainda paralisada, decidiram, em assembleia, encerrar o movimento. "Em votação na assembleia estudantil da EACH, foi decidido pela finalização da greve estudantil", disseram.

Uma nova assembleia, no entanto, está marcada para a próxima terça-feira, 7, véspera do dia previsto para o retorno das aulas estipulado para quarta-feira, 8. "A paralisação está encerrada, mas atentem-se: a ocupação continua até a próxima assembleia, marcada para terça-feira. Em caso de votação confirmando o retorno na quarta, haverá a limpeza da EACH na terça e a retirada dos piquetes. O retorno das aulas na quarta será feito, caso não votem contrário na assembleia de terça", informou o diretório acadêmico.

Conforme a EACH, a forma de reposição será acertada por cada docente. "Conversem com eles — principalmente os representantes de turma — e dialoguem as melhores datas para vocês. As turmas devem primeiramente falar com os professores e, caso tenham problemas, de acordo entre as partes, podem comunicar os RD's [representantes discentes]", afirmou o diretório, em comunicado nas redes sociais.

"Lembrando que a nossa luta com a Reitoria não acabou, por mais que tenhamos decidido pelo retorno das aulas, ainda precisamos ser resistentes e lutar pela permanência estudantil", acrescentou o diretório acadêmico. Os cursos da EACH não ficam na Cidade Universitária, mas, sim, em Ermelino Matarazzo, na zona leste.

Também na quarta-feira, antes da assembleia, o diretor do EACH, Ricardo Uvinha, fez um pronunciamento por meio das redes sociais relacionado à paralisação dos estudantes. Ele disse que a congregação da unidade, que reúne docentes, alunos e funcionários, havia decidido pela saída da greve e retorno das atividades na segunda-feira, 6. Mas a decisão precisava ser aprovada em assembleia para ter validade.

Ainda segundo ele, nenhum estudante será prejudicado por ter participado e incentivado a paralisação. Ele reforçou que ninguém será reprovado por falta.

"Poderão ser oferecidos calendários de reposição para garantir a finalização de todas as disciplinas de graduação da EACH, com o melhor aproveitamento possível. Nesse sentido, o professor vai poder utilizar, como uma reposição, todo o nosso horário de calendário durante a semana, de segunda a sexta-feira, das 8h às 23h. E também, possivelmente, aos sábados na parte da manhã", afirmou Ricardo Uvinha.

Também poderá ser feita a oferta de atividades compensatórias relativas às faltas, em decorrência da paralisação. "Essas atividades poderão ser domiciliadas com características como reuniões online, leituras, resolução de exercícios e execução de trabalhos acadêmicos", reforçou o diretor do EACH.

Ainda na quarta-feira, alunos de ciências sociais, filosofia e geografia da USP decidiram sair da greve estudantil, iniciada pelos universitários em 20 de setembro. Com a retomada das atividades dos graduandos dos três cursos, todas as unidades da Cidade Universitária, no Butantã, voltaram às aulas.

Mobilização

A greve, iniciada em 20 de setembro, chegou a ter adesão de todas as unidades da USP, incluindo os cursos de engenharia da Escola Politécnica (Poli-USP) e medicina, que não têm tradição de cruzar os braços nas paralisações. A greve foi aprovada para pressionar a reitoria por mais contratações de professores e por melhorias na política de Permanência Estudantil.

Os grevistas negociaram com a direção da universidade, que apresentou uma série de compromissos, incluindo a contratação de mais de mil professores.

Na semana passada, os estudantes e a reitoria tiveram um novo embate. Uma circular emitida pela universidade informava sobre a possibilidade dos graduandos serem reprovados por falta porque, se continuassem em greve até esta semana, não conseguiriam atingir o mínimo de frequência obrigatória de 70% determinada pela USP.

A reitoria, em nova manifestação, afirmou que cada unidade vai ter autonomia para readequar o seu calendário, desde que respeitem a condição de encerrar o ano letivo em 22 de dezembro de 2023.

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