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Greve dos pilotos e comissários segue nesta terça com voos atrasados e cancelados

Os tripulantes reivindicam melhores salários e também pedem que as empresas aéreas respeitem os horários de descanso de pilotos e comissários

Greve na aviação: Henrique Hacklaender, diretor presidente do (SNA), afirmou que o primeiro dia de paralisações foi "um sucesso" (David McNew/Getty Images)

Greve na aviação: Henrique Hacklaender, diretor presidente do (SNA), afirmou que o primeiro dia de paralisações foi "um sucesso" (David McNew/Getty Images)

EC

Estadão Conteúdo

Publicado em 20 de dezembro de 2022 às 09h34.

A greve dos pilotos e comissários entra em seu segundo dia com paralisações em nove dos principais aeroportos do País durante a manhã desta terça-feira, 20. O movimento teve início na segunda-feira, 19, e continua afetando voos em ao menos seis aeroportos.

Por volta das 7h, os painéis dos aeroportos mostravam que havia voos atrasados em:

  • Congonhas (São Paulo; 7 voos);
  • Santos Dumont (Rio; 2 voos);
  • Guarulhos (São Paulo; 1 voo);
  • Porto Alegre (1 voo);

Além de voos cancelados em

  • Congonhas (6 voos);
  • Santos Dumont (2 voos);
  • Confins (Belo Horizonte; 1 voo);
  • Porto Alegre (3 voos);
  • Viracopos (Campinas-SP; 5 voos).

LEIA TAMBÉM: Greve de pilotos e comissários: saiba o que fazer se voo for cancelado ou adiado

Os tripulantes reivindicam melhores salários e também pedem que as empresas aéreas respeitem os horários de descanso de pilotos e comissários. Por determinação do Tribunal Superior do Trabalho (TST), a greve pode atingir somente 10% dos funcionários das empresas aéreas.

Em transmissão ao vivo no Youtube na segunda-feira, Henrique Hacklaender, diretor presidente do Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA), afirmou que o primeiro dia de paralisações foi "um sucesso" e que a greve deverá continuar. "Esse é só o primeiro (dia) de muitos até que a gente encontre uma solução.

A hora é agora, o momento é esse, e isso precisa ser feito. Tem que ter um basta. As empresas precisam alterar a sua forma de tratar os seus tripulantes. Não adianta só voarmos cada vez mais se não houver segurança do que está sendo feito", disse.

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Ele também destacou que o movimento ocorreu "dentro da legalidade". "Tudo aquilo que foi previsto ser feito, aconteceu. Nós tivemos voos operando, nós tivemos os tripulantes em serviço e a operação se deu. A nossa categoria sempre foi conhecida por ser uma categoria legalista", afirmou.

Em nota, o Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (SNEA) informou que acompanhou o movimento na manhã de segunda-feira e que as companhias aéreas trabalharam e continuarão a trabalhar para minimizar quaisquer impactos aos passageiros.

Também destacou que foi apresentada uma proposta pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST), aceita pelas empresas aéreas, mas rejeitada pelos tripulantes, que mantiveram a decisão pela greve.

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