Brasil

Flávio Bolsonaro afirma que pai não mudará política de preços da Petrobras

Em entrevista a uma emissora de televisão, o parlamentar jogou a responsabilidade de conter a alta dos combustíveis no Conselho de Administração da estatal

 (André Coelho/Bloomberg)

(André Coelho/Bloomberg)

EC

Estadão Conteúdo

Publicado em 18 de maio de 2022 às 14h18.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) garantiu que seu pai, o presidente da República, Jair Bolsonaro (PL), não vai mudar a política de preços da Petrobras, que hoje atrela o preço dos combustíveis à cotação do barril de petróleo no mercado internacional. Em entrevista a uma emissora de televisão, o parlamentar jogou a responsabilidade de conter a alta dos combustíveis no Conselho de Administração da estatal.

LEIA TAMBÉM: Bolsonaro sobre presidência da Petrobras: 'Pergunta para o Sachsida'

"Com certeza, não vai mudar a política de preços. Se fosse para fazer, já teria feito. Grande parte da solução desse problema passa por decisão do Conselho da Petrobras, de pegar parte do lucro que ela tem e fazer com que o preço final da bomba diminua não se de que forma", declarou o filho "Zero Um" do presidente.

Ainda na entrevista, Flávio afirmou que qualquer interferência na Petrobras causaria instabilidade no mercado, incluindo a variação do dólar e das ações da companhia.

"Se a Petrobras muda a política de preços, a consequência é o desabastecimento do Brasil", avaliou o senador, coordenador da campanha à reeleição do pai.

Preocupado com o efeito da alta dos preços na popularidade do governo em ano eleitoral, Bolsonaro tem ampliado os ataques à Petrobras e cobrado redução na margem de lucro.

Em transmissão ao vivo nas redes sociais, Bolsonaro chegou a chamar o lucro da empresa de "estupro".

(Estadão Conteúdo)

LEIA TAMBÉM:

Acompanhe tudo sobre:Flávio BolsonaroGoverno BolsonaroJair BolsonaroPetrobrasPreços

Mais de Brasil

Alagoas assina convênios para atrair R$ 155 milhões em investimentos em troca de incentivos fiscais

Lula critica falta de acordo entre Zelensky e Putin: 'Estão gostando da guerra'

STF dá 5 dias para Tarcísio e Alesp explicarem reembolso de procuradores por 'excesso de trabalho'

Remessas de até US$ 50 batem recorde e chegam a 16,6 milhões antes de volta da taxação

Mais na Exame