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Fiocruz lança edital para construir maior fábrica de vacinas da América Latina

Com custo de 3,4 bilhões, o complexo deve começar a ser construído no segundo semestre deste ano e terá capacidade para produzir 120 milhões de doses por ano

Vacina contra a covid-19 da AstraZeneca, desenvolvida em parecia com a Fiocruz. (Anthony Devlin/Getty Images)

Vacina contra a covid-19 da AstraZeneca, desenvolvida em parecia com a Fiocruz. (Anthony Devlin/Getty Images)

GG

Gilson Garrett Jr

Publicado em 5 de fevereiro de 2021 às 16h23.

O Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos da Fundação Oswaldo Cruz (Bio-Manguinhos/Fiocruz) lançou um edital, nesta sexta-feira, 5, para a construção do maior centro de produção de vacinas da América Latina. Um evento foi realizado no Rio de Janeiro para oficializar o documento, e contou com a presença do ministro da Saúde, Eduardo Pazuello. As empresas interessadas têm 120 dias para apresentarem a proposta.

De acordo com o governo federal, o modelo de financiamento da construção do complexo industrial é considerado inovador. O custo total de investimento é de 3,4 bilhões de reais e a empresa que construir o complexo terá o investimento pago na forma de aluguel e com reversão do patrimônio após o prazo de 15 anos. A previsão é de que as obras comecem no segundo semestre de 2021.

O chamado Complexo Industrial de Biotecnologia em Saúde (CIBS) vai ficar no bairro de Santa Cruz, no Rio de Janeiro. Abrange uma área de aproximadamente 580 mil metros quadrados. Apenas o novo Centro de Processamento Final, principal instalação do projeto, representa 334 mil metros quadrados de área construída. A capacidade de produção será de 120 milhões de vacinas por ano.

O complexo será constituído inicialmente por nove prédios, englobando dois para formulação, envase, liofilização e revisão de vacinas e biofármacos e os demais para atividades de embalagem; armazenagem de matéria-prima; armazenagem de produto acabado; controle e garantia da qualidade; utilidades em geral; centrais de tratamento de resíduos e efluentes; e administração. O terreno conta ainda com áreas reservadas para futuras expansões.

“É um projeto que aponta para as necessidades que sentimos hoje e de uma forma tão intensa em uma pandemia que tem trazido impacto nas nossas vidas. Mas ao mirar para o futuro ele está nos colocando o desenvolvimento nacional na área de saúde de uma forma exemplar. Esse complexo é uma visão dos 120 anos da Fiocruz”, disse a presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima, na cerimônia de lançamento do edital nesta sexta-feira.

 

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