EXAME/IDEIA: metade dos eleitores não votaria jamais em Lula ou Bolsonaro

João Doria, governador de São Paulo, Ciro Gomes e Fernando Haddad, candidato do PT às eleições de 2018, também sofrem altos índices de rejeição

O descontentamento com a classe política, exacerbado pelo agravamento galopante da pandemia e o sentimento de mau uso do dinheiro público para fazer frente a serviços essenciais vem influenciando o olhar dos brasileiros sobre possíveis candidatos às eleições de 2022.

Os índices de rejeição são impactantes. Lideram o ranking Fernando Haddad (PT), que disputou as eleições de 2018, e o paulista João Doria (PSDB): 59% dos brasileiros dizem que não votariam no candidato do Partido dos Trabalhadores de jeito nenhum e 58% rejeitam totalmente o governador de São Paulo para o pleito presidencial.

Os dados são da mais recente pesquisa EXAME/IDEIA, projeto que une Exame Invest Pro, braço de análise de investimentos da EXAME, e o IDEIA, instituto de pesquisa especializado em opinião pública. O levantamento ouviu 1.200 pessoas entre os dias 8 e 11 de março. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos. Clique aqui para ler o relatório completo.

 (Exame/Exame)

Não votariam em nehuma hipótese no presidente Jair Bolsonaro 45% dos eleitores, diante de 26% que o escolheriam com certeza e 15% que estão em dúvida. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que recentemente foi absolvido das condenações de corrupção apontadas na operação Lava-Jato, também sofre alta rejeição: 47% dos entrevistados dizem que jamais apertariam o número 13 na cabine de votação. O fenômeno, no entanto, atinge todos os possíveis presidenciáveis.

Ciro Gomes, outro possível candidato às eleições de 2022, também não escapa da sina da rejeição: 52% dos eleitores não votariam nele de jeito nenhum, enquanto 5% o escolheriam com certeza. A empresária Luiza Trajano, do Magazine Luiza, desfruta do menor índice de rejeição. Apenas 35% jamais dariam seu voto a ela, diante de 10% que certamente a escolheriam e 36% que não a conhecem o suficiente para opinar.

"O anti-petismo e o anti-bolsonarismo vem contaminando o cenário eleitoral e a taxa de rejeição dos candidatos, o que é mais perceptível entre a classe média", diz Mauricio Moura, fundador do IDEIA, instituto especializado em opinião pública.

Entre aqueles que ganham mais de cinco salários mínimos e completaram o ensino superior, o grau de repúdio aos nomes que podem vir a públio para anunciar a candidatura à presidência é maior do que o da população com menor renda e nível educacional. "Os mais pobres em geral se preocupam mais com problemas emergenciais, como colocar comida no prato, do que com questões mais de longo prazo e tem uma postura mais pragmática", diz Moura.

Em um cenário com o ex-presidente Lula como candidato, 60% daqueles que ganham mais do que cinco salários mínimo não votariam nele de jeito nenhum. No caso do presidente Bolsonaro, 64% dos brasileiros com o ensino superior completo jamais o ajudariam a se reeleger, diante de 44% daqueles que concluíram apenas o ensino fundamental. "A economia deverá ser um dos principais motores da intenção de voto em 2022", diz Moura. "O desemprego, inflação e outros indicadores poderão influenciar fortemente o pleito eleitoral".


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