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Enchentes no RS: aeroporto Salgado Filho não deve reabrir até setembro

Além da suspensão da Fraport, a Anac também determinou que as companhias aéreas deixem de realizar as vendas de passagens para o aeroporto

A capital do estado já não recebe novos voos comerciais desde o dia 4 de maio (Carlos FABAL/AFP)

A capital do estado já não recebe novos voos comerciais desde o dia 4 de maio (Carlos FABAL/AFP)

Luiza Vilela
Luiza Vilela

Repórter de POP e Redatora da Homepage

Publicado em 14 de maio de 2024 às 18h08.

Última atualização em 14 de maio de 2024 às 19h52.

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A situação das enchentes no Rio Grande do Sul está longe de acabar e tudo indica que a recuperação será ainda pior. Nesta terça-feira, 14, a Fraport anunciou que vai renovar a suspensão dos voos do aeroporto Salgado Filho em mais 90 dias. A previsão é de que haja inatividade no terminal de Porto Alegre até setembro.

A capital do estado já não recebe novos voos comerciais desde o dia 4 de maio. O aeroporto Salgado Filho, um dos principais meios de entrada em Porto Alegre, está alagado. As águas atingiram o nível de 1,70m e a empresa ainda não consegue dimensionar o impacto na pista, equipamentos e edificações.

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Além da suspensão da Fraport, a Agência Nacional da Aviação Civil (Anac) também determinou que as companhias aéreas deixem de realizar as vendas de passagens para o aeroporto. A medida abrange todos os canais de venda, como agências de viagens e outros intermediários.

A autorização da venda de bilhetes dependerá de uma uma nova avaliação da Anac. Até esta terça-feira, ainda era possível comprar passagem para Porto Alegre a partir do segundo semestre.

Passagens para Porto Alegre

Em nota, a Agência informou que as companhias terão que remarcar os bilhetes já comercializados sem custo adicional para os passageiros, em até um ano da data original. O reembolso ou crédito por cancelamento de voos com destino ao aeroporto de Porto Alegre também deve ser feito sem cobrança de taxas.

A Anac reforça ainda que as empresas aéreas devem identificar e priorizar o contato com passageiros que estejam com trecho de retorno pendente, seja para o Rio Grande do Sul, seja do estado para outras unidades da federação, a fim de que definam preferencialmente suas reacomodações. Casos urgentes devem ter prioridade.

Na semana passada, o governo federal anunciou uma malha emergencial para atender os voos com destinos e chegada ao aeroporto de Porto Alegre. A movimentação no terminal em 2023 foi de 7,6 milhões de passageiros.

O plano do governo fechado em representantes das companhias aéreas prevê uma ampliação de 116 voos semanais no estado.

Água segue subindo

As fortes chuvas que atingem novamente o Rio Grande do Sul (RS) já fazem o lago Guaíba, que banha a capital Porto Alegre, subir a níveis críticos. Em 24 horas, o nível do rio subiu quase meio metro. Às 8h de segunda, 13, o nível do lago era de 4,80 metros. No mesmo horário desta manhã, o nível esta em 5,21 metros segundo dados da Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura do RS, em parceria com o Serviço Geológico do Brasil (SGB).

previsão é que o Guaíba chegue a 5,40 metros, o que seria o maior nível já registrado. O recorde é do dia 6 de maio, quando toda a catástrofe começou, e o lago atingiu o nível de 5,33 metros segundo o IPH (Instituto de Pesquisas Hidráulicas) da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul). Para se ter ideia, o nível de alerta do lago é 2,5 metros e o de inundação é 3 metros.

(Com Agência O Globo)

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