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Crise de dengue pode piorar no Brasil após enchentes no RS, diz entidade

Até o momento, o país registra mais de 2.197 mortes pela doença, segundo o Ministério da Saúde

Mateus Omena
Mateus Omena

Repórter da Home

Publicado em 8 de maio de 2024 às 15h36.

Última atualização em 8 de maio de 2024 às 15h41.

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O Brasil enfrenta novo recorde de mortes por dengue, com casos registrados em diversas regiões em 2024. Até o momento, são mais de 2.197 óbitos e outros 2.276 ainda sob investigação.

Por outro lado, esse cenário tende a piorar devido às inundações e aos alagamentos provocados pelas fortes chuvas no Rio Grande do Sul, aponta o levantamento do Painel de Monitoramento de Arboviroses do Ministério da Saúde, divulgado nesta quarta-feira, 8, pela Confederação Nacional de Municípios (CNM).

De acordo com a entidade, a preocupação é ainda maior sobre a situação dos municípios gaúchos, que enfrentam a pior enchente em quatro décadas, resultando em quase 50 mil desabrigados e muitos municípios incapazes de tomar medidas preventivas para conter o avanço da epidemia de dengue.

Apenas nos primeiros quatro meses deste ano, 4,3 milhões de pessoas foram afetadas pela dengue, apontando para a pior epidemia desde 2015, quando o número total de casos em todo o país foi de 1,68 milhão.

O recente balanço do Ministério da Saúde informa que a maioria dos óbitos ocorreu em São Paulo (576), Minas Gerais (342), Distrito Federal (308), Paraná (259) e Goiás (152). Por enquanto, 605 Municípios decretaram emergência em saúde pública para dengue, além dos governos estaduais de Goiás, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Amapá, São Paulo, Rio Grande do Sul e Paraná.

Desafios

A confederação também manifestou preocupação com a possibilidade de novos casos de doenças que também são transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti, além da dengue, como Zika Vírus, chikungunya e febre amarela.

Além das perdas de vidas causadas pelas inundações e deslizamentos de terra, a CNM reforçou que os gestores municipais têm pela frente um grande desafio em relação a outras doenças, como a leptospirose, transmitida pela urina de ratos, após o recuo das águas.

Prevê-se uma alta proliferação do mosquito transmissor da dengue na região, mas, por enquanto, os esforços estão concentrados em salvar vidas e atender às necessidades básicas da população.

A previsão é de elevada proliferação do mosquito transmissor da dengue na região.

Estado de calamidade

O balanço da Defesa Civil do Rio Grande do Sul divulgou nesta manhã que o número de mortos devido às fortes chuvas que se alastram no estado chegou a 100. Já o número de desaparecidos, que no balanço anterior era de 131 pessoas, agora caiu para 128. O número de feridos aumentou de 362 para 372.

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