Busca por voos no Brasil cai pelo 7º mês seguido, diz Abear

É natural que a demanda caia a taxas progressivamente menores, mas ela está sempre caindo, o que é um agravamento do cenário

São Paulo - A demanda por voos no Brasil recuou 3% em fevereiro na comparação com o mesmo mês do ano anterior, sétima baixa consecutiva que agrava o cenário de fraqueza para o setor, enquanto a oferta recuou 1%, informou a associação das companhias aéreas, Abear, nesta terça-feira.

Embora a demanda esteja caindo a taxas menores, isso ocorre porque ela já estava em um patamar mais baixo no ano passado, disse o consultor técnico da Abear, Maurício Emboaba.

A demanda doméstica chegou a cair 7,9% em novembro de 2015 sobre o mesmo período um ano antes, regredindo a níveis de 2013.

“É natural que a demanda caia a taxas progressivamente menores, mas ela está sempre caindo, o que é um agravamento do cenário”, afirmou.

No mês passado, a taxa de ocupação dos voos domésticos ficou em 78,43%, queda de 1,6 ponto percentual ante fevereiro do ano anterior.

Para Emboaba, a taxa de ocupação tem recuado, mas permanecido em um nível bom, próximo de 80%, o que indica que as aéreas têm tido capacidade de ajustar, na medida do possível, a oferta ao novo cenário de demanda menor.

No mercado doméstico, a Gol liderou em participação em fevereiro, com 36,24%, ante 36,41% em fevereiro do ano anterior, seguida por TAM, com 35,71%, ante 36,84%. A Azul veio em terceiro lugar, com 16,71%, contra 17,61% anteriormente, e a Avianca em quarto, com 11,33%, ante 9,14%.

No segmento de voos internacionais, houve crescimento de 5,43% da demanda e alta de 4,39% da oferta. Embora as taxas continuem crescendo, mostram tendência de desaceleração desde meados do ano passado, quando estavam em um patamar de dois dígitos, disse a Abear.

A TAM foi líder no segmento internacional com fatia de mercado de 77,77%, ante 76,49% em fevereiro de 2015, seguida por Gol, com 12,57%, ante 15,61% anteriormente. A Azul teve fatia de 9,57%, contra 7,82% anteriormente, e a Avianca ficou com 0,09% do mercado, ante 0,08%.

Quórum na Anac

Além de comentar o cenário do setor, o presidente da Abear, Eduardo Sanovicz, mostrou preocupação nesta terça-feira com a necessidade de aprovação rápida da indicação de diretores da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) pelo Congresso.

Os mandatos dos diretores Marcelo Guaranys e Claudio Passos Simão terminaram no fim da semana passada, deixando a diretoria da agência com apenas dois nomes, abaixo do quórum mínimo de três diretores.

A presidente Dilma Rousseff encaminhou ao Senado a indicação de mais três nomes para a Anac, que ainda precisam ser sabatinados, há cerca de uma semana.

As indicações são consideradas essenciais para evitar eventual falta de quórum na agência que possa atrasar novos leilões de aeroportos previstos para este ano.

“Estamos a 90 dias da Olimpíada e em um momento econômico delicado. Em nome da indústria, queria fazer um apelo: precisamos recompor rápido (a diretoria da Anac)”, afirmou Sanovicz.

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