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Após procedimento para eliminar dores no quadril, Lula deve despachar do Alvorada até quinta-feira

Por nota, o Palácio do Planalto informou que o presidente passou por uma "denervação percutânea no quadril direito, para alívio de dor crônica até a realização de uma cirurgia prevista para outubro"

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Lula: No domingo, o petista realizou o mesmo procedimento (Ricardo Stuckert/PR/Flickr)

Lula: No domingo, o petista realizou o mesmo procedimento (Ricardo Stuckert/PR/Flickr)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vai despachar do Palácio da Alvorada até quinta-feira, 27, após realizar novo procedimento para aliviar as dores no quadril. A previsão é que Lula participe, na sexta-feira, da cerimônia do Dia do Diplomata, no Palácio Itamaraty. O petista deu entrada no hospital Sírio-Libanês, em Brasília, aproximadamente às 9h40 desta quarta-feira e deixou perto das 12h38.

Por nota, o Palácio do Planalto informou que Lula passou por uma "denervação percutânea no quadril direito, para alívio de dor crônica até a realização de uma cirurgia prevista para outubro". O procedimento usa substâncias para tentar eliminar as exterminações nervosas que causam dor no paciente.

"O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, deu entrada no Hospital Sírio-Libanês - unidade Brasília -, nesta manhã (26), para a realização de um procedimento eletivo, minimamente invasivo, de denervação percutânea, no quadril direito, para alívio de dor crônica até a realização de uma cirurgia prevista para outubro, uma artroplastia de quadril, para a solução definitiva do problema. O procedimento de hoje foi realizado sem intercorrências e o presidente deve cumprir agenda no Palácio da Alvorada até esta quinta-feira (27)", escreveu o Palácio do Planalto.

No domingo, o petista realizou o mesmo procedimento. Durante a sua live semanal, na terça-feira, Lula contou que a infiltração feita há três dias deu certo e que permaneceu o resto daquele dia sem reclamações. Porém, destacou que a intervenção alivia as queixas apenas de forma temporária e que, na segunda-feira, "parece que voltou a doer um pouco mais". O presidente disse que as dores no fêmur têm alterado seu humor, deixando-o "irritado" e "nervoso". "Você fica uma pessoa chata e ninguém quer dar bom dia por medo de levar um esporro", declarou.

Cirurgia em outubro

Lula afirmou que vai operar a cabeça do fêmur em outubro. Segundo ele, o mês seria a janela de oportunidade para fazer a cirurgia e se recuperar em meio aos compromissos da Presidência da República. O petista citou como exemplo compromissos internacionais, como a reunião dos Brics, na África do Sul, e a conversa que teve com a Nasa sobre monitoramento da Amazônia. O presidente disse que confia no vice, Geraldo Alckmin, para comandar o governo durante seu provável afastamento para se recuperar da cirurgia.

Segundo especialistas, quando o tratamento conservador deixa de funcionar, o caminho é a cirurgia, baseada na colocação de uma prótese de quadril. No procedimento, retira-se a cartilagem e os ossos lesionados e eles são substituídos por componentes artificiais.

Qual o problema de saúde de Lula?

A artrose de quadril leva a um desgaste especificamente da articulação formada pela conexão da cabeça do fêmur (osso da coxa) com o acetábulo (a parte do osso da pelve, que se liga ao fêmur).

O principal sintoma da artrose de quadril é a dor. Ela ocorre geralmente na região da virilha e na parte da frente do quadril. O desconforto costuma piorar quando a pessoa anda muito, fica sentada por tempo prolongado ou se deita sobre o lado dolorido. Além disso, as dores podem irradiar para a região da coxa, da lateral da bacia, das nádegas e até da coluna.

Nas fases mais avançadas da doença, pode ocorrer a redução da amplitude dos movimentos, impondo dificuldades para a execução de tarefas simples, como cruzar a perna, calçar sapatos, cortar as unhas dos pés ou entrar e sair de um carro. Em casos ainda mais graves, pode haver o encurtamento de uma das pernas.

A principal causa da artrose de quadril é o envelhecimento. O problema costuma afetar pessoas com mais de 45 anos. Outras condições podem contribuir para o surgimento do problema, como obesidade, exercícios físicos em excesso, doenças reumatológicas e acidentes. O diagnóstico é feito por meio de exames de radiografia ou ressonância magnética.

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