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Anac teme crise aérea e convoca reunião urgente

A agência está preocupada com o risco de problemas nos aeroportos nas festas de final de ano

A prática de venda de passagens para voos extras ainda não autorizados está preocupando a diretoria da Anac (./Wikimedia Commons)

A prática de venda de passagens para voos extras ainda não autorizados está preocupando a diretoria da Anac (./Wikimedia Commons)

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Da Redação

Publicado em 21 de novembro de 2010 às 07h55.

São Paulo - A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) convocou para amanhã uma reunião, em regime de urgência, com os presidentes das principais companhias aéreas, além de representantes da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), Polícia Federal, Receita Federal e Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea).

A agência está preocupada com o risco de problemas nos aeroportos em dezembro, durante as festas de fim de ano. Os executivos que comandam Gol, TAM, Webjet e Avianca confirmaram presença, e a Azul deve enviar seu diretor de operações.

O receio desta vez não é a repetição do caos no controle de voo, como ocorreu em 2006, no rastro do desastre do Boeing da Gol. O risco vem da combinação de três fatores: a afluência em massa de passageiros estreantes, vindos da nova classe média; a venda de passagens além da capacidade das companhias, e o despreparo dos aeroportos em receber usuários que desconhecem os procedimentos de embarque.

Segundo o jornal O Estado de S. Paulo apurou, a prática de venda de passagens para voos extras ainda não autorizados está preocupando a diretoria da Anac. Apenas uma grande companhia teria vendido cerca de 10 mil passagens acima da capacidade dos voos programados para o período.

Num evento da Câmara de Comércio França-Brasil realizado na noite de sexta-feira no Rio de Janeiro, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, confirmou que a venda excessiva de passagens está entre os assuntos a serem tratados no encontro marcado para amanhã.

“(Vamos) estabelecer uma programação, como a gente fez no ano passado, para ter tranquilidade em relação a horários, atrasos, evitar venda de passagens excessivas, como eles faziam, evitar overbooking, todas essas coisas. Ou seja, vamos estabelecer regras neste sentido”, disse o ministro. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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