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Carrefour expande uso de blockchain para rastrear alimentos no Brasil

Até agora, apenas carne suína e laranja eram rastreados pelo grupo com uso da tecnologia blockchain, mas novos produtos devem entrar para a lista, como a carne bovina

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 (cokada/Getty Images)

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Rafael Chinaglia, Cointelegraph Brasil

Publicado em 14 de julho de 2021 às, 11h27.

Última atualização em 14 de julho de 2021 às, 11h27.

O grupo Carrefour tem investido no seu programa de rastreamento de alimentos in natura com o uso da tecnologia blockchain. Em entrevista, o diretor de Sustentabilidade da companhia no Brasil, Lúcio Vicente, afirmou que a companhia vai expandir o programa de monitoramento de origem dos alimentos vendidos pela companhia.

Até agora, carne suína e laranja eram os únicos produtos in natura rastreados pelo grupo com o uso da tecnologia criada com o surgimento do bitcoin. Agora, novos produtos devem ser rastreados pela companhia, como carne bovina.

Com a tecnologia blockchain, é possível rastrear cada etapa da produção e todo o percurso percorrido pelo produto, desde a criação do animal em áreas rurais, ou da lavoura, até a venda nas prateleiras dos supermercados.

Vicente explicou que os produtos ganham uma identificação dentro do blockchain, que garante a confidencialidade dos dados. O consumidor tem acesso a essas informações ao escanear um QR code presente nas embalagens.

    No caso do rastreamento da carne bovina, Vicente explicou que todos os frigoríficos fornecedores assinam um documento se comprometendo a investir em rastreabilidade e sustentabilidade dos produtos. Ou seja, o fornecedor de carne bovina passa a ser obrigado a investir na cadeia produtiva para poder avançar nos processos.

    E caso o fornecedor não cumpra alguns dos passos, Vicente diz que pode haver uma suspensão da compra relacionada àquele fornecedor ou, ainda, a suspensão do mesmo, que passa a não poder mais vender a carne para o Carrefour.

    Para ele, isso “garante maior visibilidade para o público em geral e também "atende às maiores pressões por parte dos investidores, no sentido de garantir uma cadeia socioambiental sustentável".

    O uso da tecnologia blockchain em setores que nada tem a ver com investimentos está se tornando cada vez mais comum, com soluções que vão do rastreamento da cadeira produtiva, como no caso do Carrefour, até autenticação de documentos, como fazem os cartórios brasileiros; registro de dados, como busca fazer a empresa Furnas;  ou o controle de contratações públicas, como pretende o governo de Santa Catarina; entre muitos outros.

    por Cointelegraph Brasil

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