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Riedel, do MS, defende redução da Selic para ampliar agroindústria

Governador do Mato Grosso do Sul também argumentou que a reforma tributária vai equilibrar taxação entre indústria e agronegócio

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Eduardo Riedel, governador do Mato Grosso do Sul e Sérgio Longen, presidente da Fiems e vice-presidente da CNI, durante MS Day (FIEMS/Divulgação)

Eduardo Riedel, governador do Mato Grosso do Sul e Sérgio Longen, presidente da Fiems e vice-presidente da CNI, durante MS Day (FIEMS/Divulgação)

Ansioso para a quarta-feira, 2, quando o Copom anuncia a nova taxa básica de juros, o governador do Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel, voltou a defender a redução da Selic para destravar investimentos no estado, sobretudo na agroindústria, carro-chefe da economia sul mato-grossense.

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"Precisamos de ações concretas do governo federal, pois precisamos de taxas de juro que permitam investimentos. Superado esse momento, podemos até discutir a reforma tributária", afirmou Riedel durante o MS Day, evento de sua administração realizado nesta terça-feira, 1º, em São Paulo, para mostrar a autoridades e empresários potenciais investimentos no estado.

Riedel vê a aprovação da reforma tributária na Câmara dos Deputados como um avanço. Para ele, um dos pontos mais sensíveis da discussão no Senado Federal, o desenvolvimento regional, é uma oportunidade para o Mato Grosso do Sul equilibrar a taxação entre indústria e agronegócio.

"Enquanto país, estamos nos enrolando nessa incapacidade de fazer uma agenda de competitividade para o setor produtivo brasileiro", disse.

Para ele, a redução da taxa Selic junto com a reforma tributária é a combinação ideal para reforçar os investimentos em infraestrutura e logística que o Mato Grosso do Sul demanda.

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Distribuição da carga tributária

Em São Paulo, Eduardo Riedel esteve com a ministra Simone Tebet, do Planejamento e Orçamento. Ex-vice-governadora do estado, Tebet acompanha a agenda do desenvolvimento do Centro-Oeste e enxerga que a reforma tributária vai garantir menos peso da carga para o setor interessado nesta região do país.

"A alíquota única vai mostrar a neutralidade da carga tributária, no sentido de não haver aumento no Brasil. Vai haver uma redistribuição para que a indústria tenha uma carga menor, para se tornar novamente competitiva às indústrias estrangeiras. Se não for assim, vamos continuar importando os produtos mais básicos que a população consome e gerando desemprego", disse Tebet.

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Avanço da rota bioceânica

Daqui a um ano e meio, uma ponte ajudará a diminuir a distância entre o Brasil e a China em cerca de 8 mil quilômetros. Sairá do Mato Grosso do Sul, a estrutura que pretende ligar o município brasileiro de Porto Murtinho à cidade paraguaia de Carmelo Peralta. 

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Simone Tebet, ministra do Planejamento e Orçamento, afirmou que a ponte deve estar pronta entre o final de 2024 e 0 início de 2025. Daí em diante, a Rota Bioceânica passa a ser viável, interligando por mais de 2 mil quilômetros de rodovia o território brasileiro com Paraguai, Argentina e Chile.

"Fizemos um convite ao presidente Lula para que ele pudesse ir a Porto Murtinho ver a obra que está em andamento. Uma obra que tem e terá recursos do governo federal, na obra do entorno, não só na ponte, que está sendo tocada pela Itaipu, mas também na alça e do contorno rodoviário", afirmou.

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