Tropas preparam resgate de reféns franceses no Mali

O jornal "Les Echos" disse que soldados das forças especiais francesas ocupam o maciço de Ifoghas, no nordeste do Mali, onde acreditam que islamitas podem manter reféns

	Soldados franceses andam em Timbuktu, no Mali: Exército da França realizou "pequenos comandos" de um regimento de paraquedistas para "analisar o terreno"
 (Eric Feferberg/AFP)
Soldados franceses andam em Timbuktu, no Mali: Exército da França realizou "pequenos comandos" de um regimento de paraquedistas para "analisar o terreno" (Eric Feferberg/AFP)
Por Da RedaçãoPublicado em 04/02/2013 17:45 | Última atualização em 04/02/2013 17:45Tempo de Leitura: 2 min de leitura

Paris - Tropas da França e de diversos países da África se preparam para a operação de resgate dos sete cidadãos franceses sequestrados no Mali por grupos islamitas, informou nesta segunda-feira o comandante-em-chefe da Missão Internacional de Apoio ao Mali (Misma), general Shehu Abdul Kadir.

"Trabalhamos nisso, mas não posso revelar o conteúdo de nossos planos", disse Kadir para a televisão francesa "BMF".

A edição digital do jornal "Les Echos" disse que soldados das forças especiais francesas ocupam o maciço de Ifoghas, no nordeste do Mali, onde acreditam que os islamitas podem manter os reféns.

Segundo o coronel francês na reserva Pierre Servent, o Exército da França desdobrou "pequenos comandos" de um regimento de paraquedistas para "analisar o terreno" no qual podem estar escondidas armas e veículos dos grupos jihadistas.

No sábado, o presidente da França, François Hollande, que estava na capital do Mali, Bamaco, pediu que os sequestradores libertassem os reféns sem negociação e avisou que as forças militares francesas e malinesas estão "muito perto" de onde os rebeldes estão escondidos. Nesta mesma noite, aviões franceses bombardearam alvos insurgentes.

Em 11 de janeiro, coincidindo com o início da intervenção militar no Mali, forças especiais do Exército francês tentaram sem sucesso resgatar um espião francês preso na Somália desde 2009.

A operação terminou com 17 fundamentalistas e soldados franceses mortos, mas não conseguiu recuperar o espião, que está sob o poder do grupo islamita somali Al Shabab, que anunciou dias mais tarde que tinha executado o refém.