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Uber não é para flerte nem sexo, alerta empresa

"Não toque ou flerte com outras pessoas no carro. Só para lembrar, a Uber tem uma regra contra sexo", diz a empresa em atualização do regulamento

Muita gente acha que o Uberpool é uma boa forma de conhecer pessoas (Divulgação/Uber)

Muita gente acha que o Uberpool é uma boa forma de conhecer pessoas (Divulgação/Uber)

João Pedro Caleiro

João Pedro Caleiro

Publicado em 11 de dezembro de 2016 às 16h40.

Última atualização em 11 de dezembro de 2016 às 17h36.

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São Paulo - O serviço Uberpool está disponível desde abril na Grande São Paulo e desde junho no Rio de Janeiro.

Ele permite que usuários paguem menos pela corrida dividindo o carro com desconhecidos que estão indo na mesma direção.

Parece uma forma divertida de economizar um pouco e ainda conviver com pessoas novas - e quem sabe conhecer um(a) parceiro(a)?

"As pessoas agora estão usando o Lyft para sexo", dizia o título de uma matéria de outubro da revista GQ sobre um serviço semelhante oferecido pela concorrente do Uber.

Seria esse "o novo Tinder?", pergunta o site Recode em uma matéria de setembro com referência ao aplicativo de relacionamentos.

O Uber não gostou da história e aproveitou para deixar claro na atualização do seu regulamento feita na semana que passou.

Veja o trecho, em tradução livre:

“É OK conversar com as outras pessoas no carro. Mas por favor não comente sobre a aparência de alguém ou pergunte se ele(a) é solteiro(a)... e não toque ou flerte com outras pessoas no carro. Só para lembrar, a Uber tem uma regra contra sexo. Ela significa nenhuma conduta sexual entre motoristas e passageiros, não importa como".

No Brasil, várias cidades vêm tendo discussões acaloradas sobre como regulamentar o Uber e outros aplicativos do tipo.

Tramita na Câmara dos Deputados um projeto de lei que daria aos taxistas exclusividade no transporte individual de passageiros em todo o País.

Em outubro, o jornal O Estado de S. Paulo informou que um ano após as primeiras polêmicas envolvendo o Uber no País, o número de motoristas na empresa americana aumentou dez vezes no período, atingindo 50 mil parceiros.

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