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Startup Safe Drinking Water for All quer levar água potável para onde não há saneamento

Startup nasceu da ideia de aprimorar o tratamento de água em regiões com pouco acesso.

Uma startup que hoje ajuda a solucionar o problema da água potável para famílias no semi-árido brasileiro nasceu quando a fundadora, Anna Luísa Beserra, tinha 15 anos.

Ela concorria ao prêmio Jovem Cientista, do CNPQ, com o Aqualuz, um equipamento que, acoplado às cisternas que ajudam a armazenar a água da chuva, aproveitava os raios ultravioleta do Sol para eliminar vírus e bactérias, tratando a água. Em regiões semi-áridas, o acesso à água potável é difícil e um dos complicadores para problemas como mortalidade infantil.

Segundo Beserra, o projeto era a evolução de outros que já existiam, mas que não eram eficientes. “Esses projetos exigiam que a água ficasse em exposição em plástico por períodos de 6 a 48 horas. Os usuários desconfiavam da metodologia e não entendiam como funcionava”, disse.

O Aqualuz solucionou esses problemas por ser mais simples e conter uma espécie de “medidor”, que aponta quando a água é potável e pode ser levada para dentro de casa para ser resfriada.

Depois de Beserra ingressar no curso de biotecnologia na Universidade Federal da Bahia, o produto ganhou corpo: ela foi selecionada por um projeto de incubação da universidade e ganhou a uma bolsa de liderança e novos empreendimentos no Massachusetts Institute of Technology (MIT).

Com o crescimento, nasceu a Safe Drinking Water for All (SDW), que começou a ganhar equipe e voluntários. A startup ganhou também modelo de negócio: fornecer uma solução para empresas que buscam projetos de responsabilidade social, alinhadas a métricas cada vez mais exigidas no mercado. A empresa foi escolhida uma das "50 startups que mudam o Brasil" pela última edição da EXAME.

Uma das voluntárias, Letícia Nunes, atual diretora de produto, se destacou no crescimento da empresa e hoje é sócia de Beserra, ajudando a expandir a startup para o Ceará, onde mora, além de outros três estados e a Bahia, onde o projeto nasceu.

Em 2020, a ideia era levar um projeto piloto para fora do país e alcançar 1.000 famílias. A pandemia, no entanto, exigiu um pé no freio. A SDW acabou desenvolvendo um novo produto, o Aquapluvi, equipamento que permite a instalação de estações de higienização de mãos em locais públicos — o projeto foi instalado em Salvador, e 5.000 pessoas foram atingidas.

Para 2021, o plano é retomar o crescimento do produto principal, procurando parcerias com empresas e mirando um faturamento de meio milhão de reais.

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