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O que significa o novo ponto laranja que aparece no iPhone com iOS 14

Novo aviso informa usuários sobre acesso a recursos do smartphone da Apple

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Ponto laranja: sistema iOS 14, do iPhone, traz recurso de privacidade para usuários (Apple/Divulgação)

Ponto laranja: sistema iOS 14, do iPhone, traz recurso de privacidade para usuários (Apple/Divulgação)

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Lucas Agrela

Publicado em 18 de setembro de 2020 às, 10h37.

Última atualização em 18 de setembro de 2020 às, 10h39.

A Apple liberou o novo sistema operacional iOS 14 para o iPhone nesta semana e os usuários começaram a ver um novo ponto laranja quando usam determinados aplicativos. Pouco destacado pela Apple no evento realizado na última terça-feira, no qual os novos Apple Watch e iPad roubaram a cena, o recurso visa informar aos usuários do iPhone que o aplicativo usado naquele momento tem acesso à câmera e ao microfone do smartphone.

Aplicativos que são usados para tirar fotos e gravar vídeos, como o Instagram, têm acesso a tais recursos de qualquer smartphone -- desde que o usuário permita o acesso a eles, pelo menos, uma vez após a instalação. Mas existem aplicativos que não precisam usar câmera ou microfone e, mesmo assim, pedem permissão para acessá-los, ou até coletam dados desses sensores sem o devido consentimento do usuário.

Tais aplicativos são conhecidos como “spyware”, e podem ser usados governos ou mesmo por parceiros controladores para monitorar a atividade de uma pessoa no dia a dia.

Além do ponto laranja nos aplicativos em execução, na Central de Controle, no menu ajustes, os usuários também podem verificar quais aplicativos acessaram recentemente câmera e microfone.

A Apple tem se posicionado como uma empresa que oferece privacidade aos seus usuários. Com isso, ela ataca o Google, que tem o sistema operacional Android -- o mais usado do mundo. Enquanto o Google tem a publicidade como seu principal negócio, o que envolve questões de privacidade (ainda que os dados sejam anônimos), a Apple não atua nesse campo.

Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais

A privacidade tem se tornado um tema importante para as grandes empresas de tecnologia especialmente a partir de 2018, quando entrou em vigor a lei de proteção de dados da União Europeia. Apesar de local, a legislação, que prevê multa em caso de infração, afetou as empresas americanas Apple e Google porque elas vendem seus produtos na região, e porque existem cidadãos europeus morando no exterior.

Hoje, a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais entrou em vigor no Brasil, seguindo, em parte, a fórmula da União Europeia. No entanto, as penalidades por descumprimento serão aplicadas apenas a partir de agosto de 2021. Com isso, as empresas terão tempo para se adequar à nova lei. Ou seja, cada vez mais a privacidade tem impacto direto nos negócios -- e empresas como Apple e Google têm muito a ganhar (ou deixar de perder) protegendo os dados dos usuários.

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