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Novos smartphones dobráveis mostram que a tecnologia está amadurecida

Ainda que restrito ao mercado asiático, a chegada do dobrável Honor Magic V acompanha indicadores de que 2022 será um novo momento para a categoria

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A fabricante de smartphones chinesa Honor apresenta nesta segunda-feira, 10, o seu primeiro aparelho com tela capaz de se dobrar. Chamado de Magic V, à primeira vista, o dispositivo não traz recursos muito diferentes dos apresentados em modelos anteriores. Contudo, somado a outros lançamentos recentes, também de marcas chinesas, como o Mi Mix Fold, da Xiaomi e o Oppo's Find N, o mercado dá sinais de que este é um novíssimo momento para as telas que abrem e fecham.

A investida chinesa, é claro, acompanha o movimento de outra gigante do setor: a Samsung, pioneira da categoria dobrável, que estreou em 2019 com o Galaxy Fold, experimentou no último ano um crescimento na demanda de 106%, segundo a IDC. O detalhe é que a marca possui uma fatia de mercado de 88%. A concorrência, é claro, cresceu o olho e não pretendem deixar a coreana surfar sozinha. Segundo a Counterpoint, há espaço para que as marcas cresçam 10 vezes em vendas até 2023.

Do ponto de vista do consumidor, trata-se de um bom momento para comprar um aparelho do tipo. Eles figuram, digamos, como a próxima categoria de inovação. Assim, para aqueles que há tempos já compram as principais linhas, como os iPhones e Galaxys, a mudança pode sinalizar o acesso a mais recursos tecnológicos. 

Há também a chegada do Android 12L, o novo sistema operacional otimizado para tablets e celulares dobráveis. Além de ser um sinal de que até o Google aposta no setor, com a nova versão um n número de aplicativos terá mais fluidez na troca de tamanhos ao abrir e fechar das telas. Alguns recursos, como a barra de notificações, também foi reformulada para ficar mais ao alcance das mãos que mudam de posição ao alternar os tamanhos.

Logo, como no lançamento do iPhone X, em 2019, que marcou o início da venda de aparelhos cheios de câmeras, chegando em um momento onde até as categorias de entrada são apresentadas com mais de três lentes, é certo de que o luxo dos dobráveis deve se popularizar com o tempo. Talvez não com os modelos que viram tablets, mas sim com os que se dobram ao meio, relembrando os estilosos celulares de flip, da década passada. O chamariz sempre existirá, e se levarmos em contar que o que o Tim Cook costuma dizer nas apresentações da Apple, trata-se de procurar pela “melhor versão já fabricada”.

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