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Governo dos EUA exige que TikTok ganhe classificação de conteúdo para adultos

O pedido foi encaminhado para o Google e Apple. Ambas as empresas definem o aplicativo como apropriado para adolescentes

 (Hollie Adams/Bloomberg)

(Hollie Adams/Bloomberg)

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André Lopes

14 de dezembro de 2022, 15h01

Um grupo de 15 procuradores gerais dos Estados Unidos enviou na terça-feira, 13, um pedido para que os executivos do Google e da Apple retirem do TikTok a sinalização de que a rede social é apropriada para adolescentes nas lojas de aplicativo. 

Em cartas enviadas ao presidente-executivo do Google, Sundar Pichai, e ao presidente-executivo da Apple, Tim Cook, as autoridades estaduais, todas republicanas, disseram que o TikTok contém muito conteúdo destinado a adultos, incluindo temas sobre sexo e uso de drogas.

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Com tais características, os procuradores gerais disseram que o Google e a Apple devem ser responsáveis ​​por garantir classificações etárias precisas e alertaram que as empresas podem enfrentar ações legais dos estados se a classificação para maiores de 17 anos do TikTok não for adotada. 

A coalizão estadual, liderada por Austin Knudsen, também inclui procuradores-gerais do Alabama, Arkansas, Flórida, Geórgia, Indiana, Kentucky, Louisiana, Mississippi, Dakota do Norte, Oklahoma, Carolina do Sul, Texas, Utah e Virgínia.

O pedido se soma aos esforços do governo dos EUA contra o alcance e a influência do TikTok, que pertence à ByteDance, que tem sede em Pequim.

Na semana passada, o estado de Indiana entrou com dois processos contra o TikTok. Em ambos, alegando que a plataforma engana os consumidores sobre seu conteúdo adulto e segurança de dados.

O estado disse que os processos foram os primeiros desse tipo. Nos últimos dias, governadores de estados como Texas, Carolina do Sul e Alabama agiram para impedir que as agências estaduais usem o TikTok devido a preocupações com violações de dados e segurança nacional.

Também, diferentes coalizões de procuradores gerais do estado avançaram sobre o escrutínio do TikTok este ano, inclusive para examinar o impacto do aplicativo na saúde mental dos adolescentes. Essas investigações continuam.