Tecnologia

Google terá loja de música para competir com iTunes, da Apple

A loja poderá ser inaugurada junto com o lançamento da próxima versão do sistema Android, a 3.0, conhecida como Honeycomb.

O serviço do Google vai permitir que o usuário armazene suas músicas na nuvem (Google / Reprodução)

O serviço do Google vai permitir que o usuário armazene suas músicas na nuvem (Google / Reprodução)

Maurício Grego

Maurício Grego

Publicado em 18 de fevereiro de 2011 às 15h55.

São Paulo — Os rumores sobre a chegada da loja de música Google são antigos. Ficaram mais fortes no ano passado, quando a empresa adquiriu a Simplify, companhia que criou um sistema de compartilhamento de músicas. Nesta semana, durante o Mobile World Congress, eles foram confirmados por Sanjay Jha, CEO da divisão Mobility da Motorola. Como observou o noticiário britânico The Guardian, Jha deu a entender que o serviço vai entrar em funcionamento assim que o Android 3.0 Honeycomb começar a ser distribuído. Um dos primeiros aparelhos a usá-lo deverá ser o tablet Xoom, da Motorola. Seu lançamento está previsto para o Outono brasileiro.

O próprio Google já havia falado sobre o que poderia ser um serviço online de música durante sua conferência Google I/O em maio de 2010. Na época, o Google Music, como vem sendo chamado informalmente, foi descrito como um recurso que permitiria, aos usuários, armazenar suas músicas na nuvem. As pessoas poderiam, depois, ouvir as canções, via streaming, em dispositivos baseados no Android. Haveria, também, a possibilidade de adquirir músicas diretamente do Android. 

Tem circulado rumores de que Andy Rubin, vice-presidente de engenharia do Google e desenvolvedor pioneiro do sistema Android, estaria encarregado de colocar o Google Music no ar. Supõe-se que o serviço não tenha virado realidade, ainda, por causa da dificuldade em negociar os direitos autorais com as gravadoras. Quando estiver no ar, vai ser um concorrente para a loja iTunes, da Apple. Inaugurada em 2003, ela já vendeu mais de 10 bilhões de canções e detém dois terços do mercado mundial de música digital. A entrada do Google nessa área deve acirrar ainda mais a competição entre as duas empresas.

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