Anti-Facebook? O que é a rede social MeWe, que promete privacidade aos usuários

Sem algoritmos e anúncios, rede social americana afirma que os dados dos usuários são exclusivamente deles

Sem anúncios, a MeWe é uma rede social que promete dar mais privacidade às pessoas, indo na contramão de outros sites mais populares, como o Facebook, o Twitter e o Instagram.

Fundada em 2012 nos Estados Unidos, na semana passada a rede social ganhou mais de 2,5 milhões de novos usuários, em meio às discussões aquecidas sobre compartilhamento de dados.

A política de privacidade da MeWe afirma que o usuário "é dono de todas as informações e conteúdos pessoais" e que o recebimento de anúncios criados especificamente para um determinado perfil é "esquisito" e que isso "nunca acontecerá na rede social".

A MeWe também não rastreia a localização das pessoas para melhorar a publicidade – uma vez que isso não existe dentro da plataforma.

Isso quer dizer que a rede social não coleta dados dos usuários para vender para empresas de publicidade, como o Facebook faz, por exemplo, o que pode evitar situações como a das eleições americanas de 2016, quando a companhia Cambridge Analytica utilizou os dados dos usuários da rede de Mark Zuckerberg para enviar anúncios que favoreciam o ex-presidente republicano Donald Trump.

 (MeWe/Reprodução)

O lucro da MeWe, então, vem de produtos vendidos em sua loja, que vão desde emojis a uma versão paga da rede social, que é voltada para o uso corporativo.

Para fazer uma conta no app, é preciso ter mais de 16 anos. Se o usuário não for ativo em um período de 12 meses, ele será excluído do sistema. É possível baixar a rede social em smartphones Android e em iPhones, além de usá-la nos navegadores mais comuns do computador, como o Google Chrome.

O layout do site é bem simples e lembra os primórdios do Facebook. É possível participar de grupos sobre assuntos variados, conversar em um chat e até mesmo postar stories que desaparecem em 24 horas quando se utiliza a rede social pelo celular.

A MeWe, ao contrário de outras redes sociais, não utiliza algoritmos para priorizar determinados conteúdos no feed de notícias, mostrando tudo de forma cronológica para os usuários, sem ocultar postagens.

Os algoritmos das redes sociais (responsáveis pela personalização) têm sido alvos frequentes nas discussões sobre privacidade e compartilhamento de dados.

Em entrevista à EXAME, o cientista da computação Robert Elliott Smith, que é consultor em projetos de inteligência artificial, afirmou que "os algoritmos simplificam e generalizam os dados".

Ou seja, quando uma pessoa interage com um conteúdo, o algoritmo entende que a pessoa quer ver mais postagens daquele tipo, caindo em um ciclo vicioso – é por isso que suas recomendações do YouTube podem parecer bastante repetitivas.

"Dados que são determinados por seres humanos. As pessoas são complexas, mas o que o algoritmo faz é tratá-las como um grupo, e não como indivíduos. Ao lidar com as pessoas como estatística, o algoritmo faz com que elas sejam categorizadas em grupos que correspondem a certos preconceitos. Por isso, é inevitável não serem preconceituosos", disse ele.

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