Amazon é processada nos EUA por prática que elevou preço de e-books

Gigante fechou contrato com editoras que impede a venda de livros por preço mais barato que o site da Amazon

A Amazon foi processada nos Estados Unidos, em uma acusação de que a empresa forçou consumidores de outros sites de livros a pagar mais por livros eletrônicos, os e-books.

Um processo protocolado junto a uma corte de Nova York, segundo o jornal americano The Wall Street Journal, afirma que o gigante varejista firmou um acordo com outras cinco empresas do mercado editorial que elevou os preços de livros para os consumidores finais, porque previne outras lojas de vender os títulos lançados por qualquer uma dessas editoras a um preço menor do que a Amazon.

De acordo com a argumentação, o problema do acordo é que a Amazon cobra taxas e comissões dos vendedores, inclusive dessas editoras. Sem a possibilidade de vender mais barato em outras lojas, o preço sobe no site da Amazon e também na concorrência.

As cinco empresas citadas no processo são HarperCollins Publishers, Lagardère SCA's Hachette Book Group, Penguin Random House, Simon & Schuster e Macmillan.

"Em um mercado competitivo, as Cinco Grandes [em referência às editoras] poderiam vender e-books a um preço menor sem seus próprios websites ou através de competidores de varejo da Amazon, que tenham comissões e taxas menores", disse a ação, de acordo com o WSJ.

Pelas leis de mercado e antritruste nos Estados Unidos, uma companhia não é vista como anticompetitiva até o momento em que consumidores sejam prejudicados diretamente pelas ações da empresa.

Mas quando uma empresa fecha um acordo com outras para elevar preços de um determinado bem, acima do que o valor de mercado seria, isso pode enquadrar as empresas em violações da legislação antitruste.

A Amazon é a empresa que surgiu com o projeto de vender e-books a preço de barganha, cobrando apenas alguns dólares por diversos títulos. A empresa também domina o mercado nos Estados Unidos, com 76% das vendas em setembro do ano passado, de acordo com dados da Codex Group, empresa de pesquisas que monitora o consumo de livros no país.

Outras grandes vendedoras de livros digitais são Alphabet, a companhia-mãe do Google, a Apple e a rede de livrarias Barnes & Noble, controlada pelo fundo de investimento Elliott Management.

 

 

 

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