Alphabet, dona do Google, registra primeira queda de receita da história

Um dia após a audiência das big techs, Alphabet registra uma queda histórica na receita da empresa

Pela primeira vez em sua história, a Alphabet, empresa controladora do Google, registrou queda em seu faturamento trimestral. No balanço financeiro do segundo trimestre deste ano, a companhia registrou receita de 38,30 bilhões de dólares no período. Apesar de superar a expectativa do mercado que girava em 37,37 bilhões de dólares, a cifra é 2% menor do que a registrada no segundo trimestre de 2019.

A queda no faturamento da Alphabet demonstra que a redução dos anúncios nos produtos do Google tiveram um impacto considerável no desempenho da companhia. Nem mesmo o aumento de 5,8% na receita obtida com o YouTube, que ficou em 3,81 bilhões de dólares e a alta de 43% na receita obtida com o serviço de armazenamento em nuvem Google Cloud, que faturou 3 bilhões de dólares, compensaram a queda.

Ainda assim, o mercado está satisfeito com os resultados obtidos pela Alphabet. Os ganhos por ação foram de 10,13 dólares por papel, acima da expectativa do mercado de 8,21 dólares por ação. A companhia fechou o pregão desta quinta-feira (30) com alta de 0,62% nas ações negociadas na Nasdaq, com ações vendidas por 1.531,45 dólares cada. Já havia uma alta de 1,42% no valor dos ativos após o fechamento do mercado.

Apesar da queda na receita não ser tão alta, houve uma baixa considerável em relação no lucro, que caiu 30,03% no segundo trimestre deste ano em relação ao mesmo período do ano passado, quando a companhia ganhou 9,94 bilhões de dólares. Esta queda acentuada deve-se em parte ao aumento do custo da operação da Alphabet, que passou de 29,76 bilhões de dólares para 31,94 bilhões em um ano, alta de 7,2%.

Avaliada em 1,04 trilhão de dólares, a Alphabet já aumentou seu valor de mercado em quase 12% desde o começo do ano. A companhia vem se recuperando de uma queda no valor das ações ocorrida durante o mês de março, quando os ativos chegarem a ser negociados 1.056,62 cada. Desde então, a empresa já acumula alta de quase 45% no valor de suas ações.

Audiência no Congresso

Ontem, em audiência no Congresso dos Estados Unidos,  Sundar Pichai, CEO da gigante de Mountain View, negou que sua empresa prioriza os próprios produtos quando o usuário está buscando por alguma coisa. “Um mercado competitivo dá aos publicadores e anunciantes, e então também para os consumidores, diversas escolhas”, afirmou o executivo. 

Além disso, Pichai também rechaçou a acusação sobre o uso de informações particulares de usuários para benefício próprio, principalmente no YouTube. Ele reforçou que toda a atividade realizada pelo Google está de acordo com as leis dos Estados Unidos. A norma proíbe que qualquer empresa colete dados de pessoas menores de 13 anos de idade.

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