Mercado aquecido: empreendedor pode ter novo CNPJ em 40 horas

Nunca surgiram tantas empresas no Brasil, como atesta nosso Ranking EXAME Negócios em Expansão 2022, destaque desta edição
Felipe Ventura, CEO da Opus: crescimento de 401% em 2021 no setor de construção (Leandro Fonseca/Exame)
Felipe Ventura, CEO da Opus: crescimento de 401% em 2021 no setor de construção (Leandro Fonseca/Exame)
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Lucas AmorimPublicado em 22/07/2022 às 06:00.

Um dia e 16 horas. Esse é o tempo total que um empreendedor leva, em média, para ter um registro de empresa no Brasil, de acordo com o governo federal. Praticamente 100% da documentação exigida para virar dono de um negócio pode ser preenchida virtualmente, sem a obrigação de pegar filas em guichês de repartições públicas e reconhecer assinaturas em calhamaços de papéis.

Cinco anos atrás, o prazo para abrir uma empresa no país passava dos três meses, segundo o Doing Business, ranking do Banco Mundial sobre o ambiente de negócios. Essa redução de tempo aconteceu depois de mudanças regulatórias para facilitar o registro de novos CNPJs. Resultado: nos primeiros quatro meses de 2022, os brasileiros abriram 1,3 milhão de empresas. A quantia é 30% de todos os negócios fundados no ano passado, um período que já teve criação recorde de empresas no Brasil.

Para retratar o momento favorável do empreendedorismo brasileiro lançamos nesta edição o Ranking EXAME Negócios em Expansão 2022, em parceria com o banco BTG Pactual (do mesmo grupo de controle da EXAME) e com suporte técnico da auditoria e consultoria PwC Brasil. O anuário, com reportagem de Allan Gavioli, Fernanda Bastos, Isabela Rovaroto, Maria Clara Dias, Mariana Desidério e coordenado pelo editor Leo Branco, aponta os negócios com maior crescimento em 2021 em quatro grupos, com receita entre 2 milhões e 300 milhões de reais, além de uma categoria de novatas, com CNPJs abertos em 2020.

O que une essas empresas de tamanhos diversos é o crescimento espetacular em 2021. De acordo com especialistas, o Brasil continua um ambiente atraente para quem sabe aproveitar as oportunidades, mesmo em um cenário macroeconômico para lá de desafiador. “Temos um mercado gigante, com muitos problemas para resolver, sedento por inovação e tecnologia”, diz Camilla Junqueira, diretora-geral da Endeavor, entidade de fomento ao empreendedorismo. “São condições que não mudam com a pandemia ou o aumento da taxa de juro e que fazem nosso mercado brilhar para os empreendedores.”

A bandeira da livre-iniciativa e a atenção a um ambiente favorável aos negócios estão presentes nos 55 anos da ­EXAME em reportagens e eventos dedicados a dar voz ao capitalismo brasileiro. Novas empresas significam mais e melhores empregos, aumento de renda, desenvolvimento tecnológico e crescimento da economia. O momento pede atenção. Mas bons exemplos estão aí para inspirar e serem seguidos.  


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