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The Sims da vida real: esses arquitetos usam IA para desenvolver projetos em escala

A startup paulistana Arqgen usa a IA para concluir, em segundos, projetos de obras corporativas que antes levavam semanas

Alexandre Kuroda e Thomas Takeuchi, da Arqgen: 3,4 milhões de reais com fast track de projetos arquitetônicos para bancos (WLMidia Produtora/Divulgação)

Alexandre Kuroda e Thomas Takeuchi, da Arqgen: 3,4 milhões de reais com fast track de projetos arquitetônicos para bancos (WLMidia Produtora/Divulgação)

Daniel Giussani
Daniel Giussani

Repórter de Negócios

Publicado em 26 de outubro de 2023 às 06h00.

A reforma de uma casa costuma causar um monte de dor de cabeça. Em empresas com muitas unidades, às vezes espalhadas pelos quatro cantos, o perrengue pode ser enorme. Nos bancos, por exemplo, os projetos de melhoria das agências costumam levar semanas. É preciso planejar onde colocar os caixas, as mesas de atendimento e até a porta giratória. Tudo isso seguindo uma miríade de leis municipais e estaduais para garantir a segurança das edificações.

O arquiteto Thomas Takeuchi viu um jeito de a inteligência artificial resolver boa parte dos gargalos desse tipo de obra. Ao lado do sócio Alexandre Kuroda ele criou a Arqgen, uma empresa paulistana desenvolvedora de um software no qual um envolvido na obra (engenheiro ou arquiteto, por exemplo) dá as diretrizes para um robô virtual sobre coisas como o layout do espaço a ser construído, a melhor disposição dos cômodos, e por aí vai. O próprio robô cria vários projetos — e já dá estimativas sobre os custos da empreitada — em segundos.

Essa startup usa AI para fazer projetos de arquitetura. E acaba de receber R$ 6,2 milhões por isso

Espécie de The Sims da vida real

Nessa espécie de game The Sims da vida real, a função do humano é escolher o formato que mais convém. “A plataforma cria dez projetos arquitetônicos por minuto, até muito mais baratos e eficientes do que os modelos tradicionais”, diz Takeuchi. Aberta em 2019, a Arqgen deve faturar 3,4 milhões de reais neste ano, uma alta de 140% em 12 meses. Por causa do crescimento da inteligência artificial, os sócios planejam atender empresas de outros setores. Com isso, a meta é ter receitas de 13 milhões de reais em 2024.

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